Periódico de Acesso Aberto
B1
2021-2024
quadriênio
Cotidiano e Meio Ambiente | v. 2 n. 2 (2020)
Adriana da Silva Santos Kilson Pinheiro Lopes Marília Hortência Batista Silva Rodrigues Marcelo Augusto Rocha Limão Luana da Silva Barbosa
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Publicado em maio 28, 2020
Em um sistema de produção agrícola a disponibilidade de água de qualidade é primordial para o sucesso desta atividade, entretanto determinadas regiões como as encontradas no semiárido apresentam baixa pluviosidade, tornando necessário o uso de água de qualidade inferior, que apresenta elevada concentração de sais, com destaque para o cloreto de sódio. Contudo, essa elevada concentração de sais na água de irrigação afeta o crescimento vegetal, sendo ainda mais severo durante a germinação das sementes e desenvolvimento inicial das plântulas. Neste contexto, surge a necessidade de buscar alternativas que reduza esses efeitos, destacando a técnica do condicionamento osmótico de sementes. Diante deste cenário, objetivou-se elaborar uma breve revisão sobre o potencial do condicionamento osmótico de sementes na tentativa de minimizar os efeitos deletérios da salinidade da água de irrigação sob a germinação e crescimento de plântulas. Nesta técnica, as sementes são imersas em solução osmótica sob tempo e temperatura pré-estabelecidas de modo a restringir a quantidade de água absorvida, com o objetivo de que quando semeadas, a emergência das plântulas ocorra de forma rápida, uniforme e em maior porcentagem, diminuindo o tempo de exposição das sementes no ambiente salino. O uso da técnica de osmocondionamento em sementes como um atenuante dos efeitos causados pela elevada concentração de sais na água de irrigação é uma alternativa viável, principalmente para regiões caracterizadas pela escassez hídrica e pela indisponibilidade de água de qualidade.