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Antibióticos desenvolvem "super bactérias" em predadores marinhos topo de cadeia

 

É uma das coisas mais assustadoras sobre a sociedade moderna - desde que declaramos guerra contra as bactérias com o uso generalizado da penicilina na década de 1940, os micróbios foram se adaptando, ganhando resistência aos nossos medicamentos e voltando mais fortes e cruéis do que antes.
E agora estas "super bactérias" estão aparecendo em tubarões e peixes no topo da cadeia alimentar, desde as águas ao largo de Belize e Florida Keys no caribe. Ao passo que os peixes podem naturalmente abrigar essas bactérias, os pesquisadores estão preocupados com a conclusão que faz parte de uma maré crescente de bactérias resistentes aos medicamentos em peixes, que poderiam fazer o seu caminho para nosso prato.
 


Os predadores topo de cadeia são os que mais sofrem com os efeitos dos farmacos nos oceanos. Tubarões e golfinhos também estão na lista das espécies mais afetadas. Acima, um tubarão martelo do caribe.
Os antibióticos são onipresentes no mundo de hoje, usados para controle de infecções em nossos corpos e frear o crescimento de bactérias na nossa cadeia alimentar. Mas essa química chega aos rios, lagos e oceanos, onde os seus efeitos têm sido quase sempre ignorados.


Uma equipe de pesquisadores liderados por Jason Blackburn, da Universidade da Florida amostrou 134 peixes que vivem nas águas costeiras do Golfo do México, Belize, e Massachusetts. Eles então testaram amostras de bactérias resistentes aos medicamentos, utilizando um conjunto de doze antibióticos comuns.

A resistência foi encontrada em todos os lugares estudados, em graus variados. Uma pronunciada resistência a uma variedade de drogas foi descobertta em tubarões no Dry Tortugas National Park, em Florida Keys, por exemplo. Amostras de peixes vermelho da costa da Louisiana mostraram sinais de desconsiderar as drogas, também.

Mark Mitchell, da Universidade de Illinois disse que o trabalho de sua equipe é preliminar, e os micróbios que vivem em peixes podem ter uma resistência natural a determinados tipos de antibióticos.

Mas os tubarões apresentaram resistência especialmente elevada em áreas como Belize, onde o tráfego turístico na água é intenso, e o local de amostragem é perto de uma estação de tratamento de esgoto. Isso sugere uma influência humana.

Se assim for, levanta uma possibilidade preocupante: os tubarões e outros peixes estão funcionando como placas de petri submersas. Como eles são expostos a antibióticos dissolvidos na água por esgoto e águas residuais, as bactérias em seus corpos desenvolverão a resistência e se transformarão em "super bactérias" como aquelas que causam infecções cada vez mais incontroláveis em hospitais de todo o país.

"Algumas pessoas podem dizer, bem, um tubarão cabeça chata da Louisiana não tem realmente uma influência sobre a minha saúde", disse Mitchell, em um comunicado de imprensa emitido pela Universidade de Illinois. "Mas esses peixes comem o que nós comemos. Estamos compartilhando as mesmas fontes de alimentos. Deve ser uma preocupação para nós também."

De fato, os seres humanos comem redfish (Sciaenops ocellatus) e algumas espécies de tubarão diretamente, portanto é possível nós já estarmos expostos às bactérias super resistentes. Escrevem os pesquisadores em seu estudo, que aparece noJournal of Zoo and Wildlife Medicine:

"O ambiente marinho pode ser considerado um reservatório de resistência a essas drogas, a vigilância sobre os peixes deve continuar. Os peixes marinhos predadores amostrados no presente estudo poderão servir como sentinelas valiosas, porque são de longa vida e de crescimento lento e, portanto, tem uma exposição potencialmente longa para bactérias resistentes no oceano.

Além disso, esses dados apóiam a hipótese do trabalho anterior que a resistência está presente em espécies marinhas de várias cadeias alimentares e habitats. Porque a pesca continuará a ser um componente importante da dieta humana, esta informação pode ser usada para determinar os riscos à saúde zoonótica.

Globalmente, Mitchell estima que 100.000 pessoas morrem a cada ano devido a infecções bacterianas adquiridas tanto no ambiente ou em hospitais. Em muitos casos, os pacientes já estão com outra doença, e seu sistema imunológico simplesmente não está à altura da luta. E há super-drogas que podem reduzir a maioria das infecções desagradáveis.

Mas se estamos liberando antibióticos em grandes quantidades em rios e mares, suficientes para aumentar a resistência dos peixes que comemos, estamos apenas acelerando a chegada de um momento perigoso para os micróbios infecciosos provenientes do mar, pré-condicionados a suportar os esforços para detê-los.
 

Fonte: Instituto Ecofaxina


Plantas que dão flores ajudam a resfriar a atmosfera, diz estudo

 

MANAUS - Plantas com flores (angiospermas) têm um efeito de resfriamento sobre a atmosfera, em especial na região amazônica. A informação é de um novo estudo publicado na última edição da revista “Proceedings of the Royal Society B”.

Os cientistas geraram simulações em computador que mostram que, se as angiospermas flores fossem substituídas por outras plantas, a Amazônia teria uma zona de floresta tropical úmida 80% menor que a atual.

Segundo explica um dos autores, Kevin Boyce, da Universidade de Chicago, isso se deve ao fato de terem folhas com muito mais nervuras, capazes de fazer fotossíntese mais rapidamente, capturando mais gás carbônico e transpirando mais água para a atmosfera.

Assim, estes vegetais funcionam como verdadeiros dutos de água do solo para o céu, propiciando as fortes chuvas amazônicas.

A evapotranspiração das plantas funciona como um sistema de refrigeração do planeta e uma mudança de sua distribuição no planeta influiria em diversos aspectos da atmosfera, como por exemplo as correntes de ar. (AL)

Fonte: Portal Amazônia


As autoridades detectaram resíduos sólidos de óleo em uma praia em Tamaulipas

 

Los residuos de crudo aparecieron en la Playa Miramar esta mañana y se investiga si proceden del derrame de BP en el Golfo de México (EFE).

O resíduo bruto apareceu na Praia de Miramar nesta manhã e investiga se o derramamento de BP Golfo de México (EFE).

A Direção da Proteção Civil Municipal Ciudad Madero surgiu esta manhã, informou que o petróleo bruto waste sólidos em Miramar Beach, e investiga se procede o derramamento do litoral dos EUA.

Esta situação levou a uma indicação imediata nos diferentes órgãos de proteção, pelo que se mantém alerta para a possível chegada do Black Tide " a uma das praias mais importantes Tamaulipas, de acordo com um relatório da Notimex .

O diretor do departamento, Roberto Chavez Ortega, disse que estava investigando se os resíduos foram lavados da costa dos EUA., onde a catástrofe ecológica continua.

De acordo com o responsável da área e coordenador deste trabalho, os relatórios da emergência de petróleo para a costa do Miramar foram liberados por eles próprios banhistas, que falou à central de emergência C-4.

Eles relataram que, logo se dedicou ao resgate de realizar tours ao longo de Miramar Beach e notou novamente a presença de resíduos de hidrocarbonetos, embora em quantidades menores.

Ortega Chávez informou que o monitoramento constante é também manter uma comunicação estreita com a Secretaria da Marinha, bem como a Agência do Ambiente para o Desenvolvimento Sustentável do Estado, SEMARNAT e Profepa para agir no caso de óleo afeta os custos de Tamaulipas.


Fonte: CNN México


Viva Mata Atlântica! Viva a Mata Atlântica!

 

Viva a Mata foi realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica a partir de Maio 21-23, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O evento reuniu as iniciativas e projetos que visam a proteger a Mata Atlântica.

Este ano, o evento foi palco para mais de 85.000 pessoas e cerca de 100 projetos de restauro e preservação de exploração da Mata Atlântica.

Organizações ambientalistas encontraram e partilharam as suas iniciativas e de conhecimentos, criar novas parcerias e fortalecer a mobilização em torno de questões fundamentais para a preservação da Mata Atlântica. O público também foi agraciado com apresentações de debates, painéis e atividades educacionais em arte e diversão para todas as idades. Todas as atividades foram abertas e livres.

Havia uma abundância de atividades! Você pode encontrar oficinas de reciclagem, mostra de móveis com itens feitos de pneus reciclados, roupas feitas de material reciclado, um espaço de lazer por Lao Engenharia, os modelos dinâmicos, porte de réplicas de tartarugas marinhas interposto pela Fundação Tamar, a partir de fósseis de coral do Projeto Coral Vivo, esqueletos de primatas do Instituto Maracajá, oficinas de plantio de várias espécies nativas da Mata Atlântica, estufas, bem como está configurado de reservas privadas e públicas de áreas protegidas, o turismo sustentável e as organizações de educação ambiental. No total, 25 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica foram entregues durante o evento.

Um dos destaques do ano, este evento foi o debate sobre o Código Florestal Brasileiro (Código Florestal Brasileiro), porque as associações do agronegócio estão pressionando os legisladores para alterar as leis que favorecem a preservação das florestas brasileiras e da sociedade civil está a mobilizar-se para impedir que isso aconteça . As discussões procuraram traçar estratégias de mobilização junto com os Exterminadores do Futuro da organização, que trabalha para proteger a nossa legislação ambiental.

O evento também viu o lançamento de publicações relacionadas com a conservação da Mata Atlântica, incluindo:

• "Uma Verdadeira História de pescador" ("True Story Pescador A"), publicado pela Associação Ambiental Voz da Natureza, em parceria com Programa Costa Atlântica.

• O mapa "Áreas uma chave n Biodiversidade Marinha" ("Áreas-chave para a biodiversidade marinha"), pela Aliança para a Conservação Marinha (uma parceria entre as ONGsConservação Internacional e SOS Mata Atlântica).

• A ONG Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy circulou uma nova brochura da "RPPN Mata Atlântica coleção", sobre o papel das reservas privadas na protecção da biodiversidade.

• O projeto "Plantando Cidadania", da SOS Mata Atlântica corpo de voluntários, que promove atividades de educação ambiental nas escolas de São Paulo, produziu um guia de partilha de suas ações e métodos.

• Clickarvoreque emprega utilizadores da Internet na recuperação de áreas da Mata Atlântica, lançado um livro contando a história do projeto, e como ele já distribuiu mais de 22 milhões de mudas, ajudando a restaurar cerca de 13.000 hectares de floresta.

Em 22 de maio, comemoramos o Dia Internacional da Biodiversidade, e assim houve várias apresentações regulares sobre a importância da biodiversidade, abordando temas como "Primatas da Mata Atlântica", "Peixes da Costa Brasileira" e "Biodiversidade Marinha e Turismo Sustentável ".

O Viva a Mata também serviu como um ponto de encontro para a propagação da WiserEarth em Português. Durante o evento, que distribuiu 500 folhetos informativos e fez contato com diversas organizações que atuam na Mata Atlântica. Há certamente virá benefícios incalculáveis de adicionar esses grupos globais de rede WiserEarth.

Fonte: Viva Mata Atlântica
 


Renault do Brasil chegará a 40 mil toneladas de material reciclado em 2011.
 

Reciclar e reaproveitar são os verbos mais conjugados pela Renault do Brasil em sua estratégia de preservação do meio ambiente. O compromisso em prol do verde se reflete nos números. Em 2011, a empresa dever chegar à marca de 40 mil toneladas de material reciclado, o que corresponde a 97% do total de resíduos gerados pelas três fábricas (Veículos de Passeio, Veículos Utilitários e Motores) que integram o Complexo Ayrton Se nna. Em 2009, foram 31 mil toneladas, com índice de reciclagem de 95%.

Nada se perde, tudo se transforma em material novamente útil para a sociedade, ao mesmo tempo em que poupa recursos da natureza: plástico, madeira, papelão e tecidos, além de outros itens como blocos de motor e peças das mais variadas aplicações são reaproveitados de alguma forma.

Reciclar e reaproveitar são os verbos mais conjugados pela Renault do Brasil em sua estratégia de preservação do meio ambiente. O compromisso em prol do verde se reflete nos números. Em 2011, a empresa dever chegar à marca de 40 mil toneladas de material reciclado, o que corresponde a 97% do total de resíduos gerados pelas três fábricas (Veículos de Passeio, Veículos Utilitários e Motores) que integram o Complexo Ayrton Se nna. Em 2009, foram 31 mil toneladas, com índice de reciclagem de 95%.

Nada se perde, tudo se transforma em material novamente útil para a sociedade, ao mesmo tempo em que poupa recursos da natureza: plástico, madeira, papelão e tecidos, além de outros itens como blocos de motor e peças das mais variadas aplicações são reaproveitados de alguma forma.

“A cada ano estamos obtendo índices maiores de aproveitamento de resíduos, à medida que a produção industrial aumenta, o que mostra que estamos no caminho certo”, constata Valdeni Lopes, Supervisor de Controle Ambiental da Renault do Brasil. Para se ter uma idéia, o volume reciclado pela Renault hoje é equivalente ao lixo produzido por uma cidade de quase 100 mil habitantes, levando-se em conta que a média de lixo produzida por um brasileiro morador da região Sudeste é de um quilo por dia, segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB).
Números positivos como esse já renderam o reconhecimento internacional. Tanto que, desde 2003, a empresa conquistou a certificação ISO 14001 de gestão ambiental em toda sua unidade fabril. Trata-se uma norma internacional que atesta os sistemas de gestão de companhias ambientalmente corretas.

Novo projeto em setembro – Em setembro, entrará em operação um projeto desenvolvido e patenteado pela equipe de Meio Ambiente da Renault do Brasil. Este projeto tem como realiza a evaporação de resíduos líquidos utilizando a energia gerada pelo incinerador de gases do processo da Pintura. Isso permitirá separar totalmente a água do solvente, diminuindo a quantidade de resíduos perigosos e reduzindo o valor de tratamento do resíduo.
“Todos os solventes de base, ou seja, solvente com água, serão enviados para um destilador, com tanque dotado de serpentina operando em altas temperaturas. Como o solvente evapora com temperatura inferior, o vapor será captado e condensado para um novo reservatório; e a água daí resultante pode ser enviada para tratamento na estação de efluente. “Com a tecnologia, evitaremos o coprocessamento de aproximadamente 40 toneladas de resíduos perigosos, gerando uma economia de R$ 513 mil por ano”, explica Valdeni.

Água merece atenção especial – Recurso cada vez mais valorizado, a água sempre mereceu atenção especial e é objeto de um processo de reaproveitamento exclusivamente projetado para o Complexo Ayrton Senna, desde que este entrou em operação.

As águas pluviais, armazenadas em uma das nove bacias de contenção que circundam o Complexo, são tratadas e usadas, por exemplo, na lavagem de veículos. Até o final de 2011, cerca de 50% da água potável usada pela empresa no processo industrial seja substituída por água de chuva acumulada nas bacias de contenção.

Na Fábrica de Motores, a água usada na lavagem de peças, do piso e das ruas da fábrica de motores passa por um sistema evaporador que faz sua purificação, para posterior reciclagem no processo e na limpeza.

Além disso, nas três fábricas que integram o Complexo Ayrton Senna, todos os resíduos sólidos são separados em contêineres para posterior recuperação e utilização.

FONTE: Assessoria de Imprensa Renault do Brasil


Nove mil toneladas de lixo nas ruas do Rio
 

Garis são obrigados pela Justiça a voltar ao trabalho, após a greve de ontem, que teve adesão de 80% da categoria
Rio - Durou menos de um dia a greve dos garis no Rio de Janeiro. Tempo suficiente para que as ruas da cidade fossem tomadas por muito lixo. A adesão ao movimento chegou a 80%, graças a piquetes realizados nas portas das gerências da Comlurb. As regiões mais afetadas foram Centro, Zona Sul e Tijuca. Ao todo, quase nove mil toneladas de resíduos deixaram de ser recolhidos em todo o município.


Largo do Machado (alto) e Rua São Januário (acima), em São Cristóvão: sujeira da Zona Sul à Zona Norte | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Um dos locais onde a quantidade de sujeira nas ruas mais incomodou foi em São Cristóvão, na Zona Norte. Por volta das 11h, quem passava no pavilhão do bairro não conseguia ignorar o forte odor. O problema também deixou atônitos os moradores dos arredores do Largo do Machado. Lá, uma festa junina, na noite de domingo, deixou a região mais imunda do que de costume.

“Isso é uma vergonha. Se os garis estão em greve, então a prefeitura que trate de arrumar outra solução para limpar toda a sujeira. O que não pode é o cidadão que paga seus impostos caminhar em meio ao lixo”, esbravejou o aposentado José Paz, 81 anos.

A quantidade de sujeira só começou a diminuir a partir das 13h, depois de determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Liminar judicial obrigou que 60% dos garis voltassem ao serviço, sob pena de multa diária de R$ 50 mil para o Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Rio.

Ainda assim, só à noite, depois de uma audiência na Justiça, a greve foi suspensa. Mas nenhum acordo foi fechado. Enquanto a Comlurb oferece salário-base de R$ 534, a categoria quer R$ 581. Nova audiência foi marcada para dia 29. Até lá, os garis se comprometeram a não cruzar os braços. “Enquanto isso, vamos tentar negociar com a prefeitura”, afirmou o presidente do sindicato, Luciano David de Araújo.

O secretário de Conservação, Carlos Osório, afirmou que a proposta da prefeitura é até melhor que o reajuste de outras categorias.

Mau cheiro em Copacabana e Lagoa Rodrigo de Freitas

O bairro mais famoso do Brasil foi tomado pela imundície. Os moradores e turistas que caminhavam pelas ruas de Copacabana, na Zona Sul, tiveram bastante trabalho para desviar das sacolas de lixo abandonadas nas calçadas.

Os responsáveis pela manutenção dos prédios na Rua Professor Gastão Bahiana posicionaram o lixo para a coleta, normalmente realizada às 8h. No entanto, com os garis em greve, o mau cheiro começou a tomar conta do local. Algumas calçadas ficaram totalmente obstruídas pelos detritos.

“Não sabia que a Comlurb estava em greve. Terei que trazer todo o lixo de volta para dentro do prédio. Só não sei se teremos reservatórios para mais resíduos, caso a greve se mantenha”, preocupou-se o funcionário do prédio nº 496, Fábio Moreira.

O problema também chegou a outra área nobre da cidade: na Lagoa Rodrigo de Freitas, cuja orla tinha diversos caminhões compactadores estacionados. Apesar de não estarem em greve, já que são funcionários terceirizados, os motoristas dos veículos estavam com os braços cruzados. “Recebemos a ordem de deixar as garagens. Não estamos em greve, mas, sem gari, não há circulação”, explicou Márcio Oliveira, 31 anos.

Fonte: O Dia


Temperatura do planeta deve aumentar dois graus em apenas 20 anos
 

A ação do homem deve provocar o aumento da temperatura mundial antes do previsto por especialistas. É o que afirma a Presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn. Segundo a especialista, se a emissão de dióxido de carbono (CO2) continuar na progressão atual, o planeta vai ficar 2ºC mais quente em apenas 20 anos.

"2ºC é o limite para termos alterações climáticas ainda suportáveis ou adaptáveis, baseadas nos recursos atuais de tecnologia", alertou Suzana. A questão foi apresentada na primeira mesa do Fórum Ambiental do XII Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental(Fica), que aconteceu de 10 a 13 de junho de 2010. Mudanças Climáticas e Biodiversidade foi o tema do fórum.

A emissão anual de CO2 é de 40 milhões de toneladas ou 40 gigatoneladas (Gt). A tendência, segundo a especialista, é que o índice aumente para 70 Gt até 2100. A taxa significa um aumento de 7ºC na temperatura global. "Para evitar o aquecimento elevado, a emissão atual teria de ser reduzida pela metade. Nesse caso, a projeção é de que a temperatura aumente 2ºC daqui a 90 anos, o que é uma meta razoável e garante a segurança da vida na Terra", explica a pesquisadora.

O professor José Alexandre Filizola, do Departamento de Ecologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), destaca o papel dos cientistas na luta contra o aquecimento global. "O que nós fazemos é tentar compreender a complexidade das previsões para trabalhar melhor com elas", explica. Para o professor, a realidade das mudanças climáticas é conhecida apenas em termos de tendências. "Os resultados finais não são conhecidos nos detalhes, por isso precisamos construir modelos cada vez mais próximos da realidade para se precaver de quadros desastrosos".

Já o moderador do Fórum Ambiental, Marcel Bursztyn, do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UnB), ressaltou a importância de considerar as mudanças climáticas naturais como parte do aquecimento global. "O clima muda ao longo de eras. Isso é normal. O que não é normal é o curto espaço de tempo em que está mudando", pontua. Para o professor, é importante a consciência individual sobre ações rotineiras que não são pensadas de forma sustentável. "O impacto geral é uma soma dos impactos individuais", afirma.


POLÍTICAS PÚBLICAS

Marcel destaca a oportunidade que o Fica oferece de aproximar temas complexos,
normalmente discutidos entre cientistas, do grande público. "Os participantes do Fica estão atentos à questão ambiental, mas não necessariamente conhecem os caminhos para ter atitudes que possam contribuir com o tema", explica. "Ainda é difícil convencer as pessoas de que entrar no debate científico pode ser uma atividade produtiva", completa.

O especialista afirma que as políticas de conscientização da população sobre o meio ambiente devem partir do poder público, amparado pelo respaldo técnico da produção acadêmica. No entanto, Marcel acredita que ainda não existe uma comunicação efetiva entre as partes. "Há um abismo entre as políticas, os instrumentos e as práticas", aponta o professor.

A professora Mariana Telles, da Universidade Federal de Goiás (UFG), também não vê a preocupação de políticos em se inteirar sobre o tema. "O conhecimento já existe e precisa virar políticas públicas", declara. "Para que os governantes tenham segurança na tomada de decisões, precisamos colocar a ciência ao alcance de todos" completa ela, que elogiou o debate no primeiro dia do Fórum.

FONTE: Agência UNB


Produção de Resíduos Urbanos Biodegradáveis é alvo de estudo em Cascais
 

Com vista à implementação de um novo projeto de separação dos resíduos de restos alimentares está a ser levado a cabo um inquérito junto dos estabelecimentos que comercializam alimentos sobre a produção de resíduos destes produtos.

Segundo a EMAC – Empresa de Ambiente de Cascais os resíduos orgânicos biodegradáveis (RUB), vulgarmente denominados “Restos de Comida”, constituem cerca de 40-60% dos resíduos gerados no conselho de Cascais diariamente.

Atualmente, encontra-se a decorrer um projeto-piloto no município para a recolha destes resíduos, cuja valorização ambiental, para além de reduzir a quantidade de resíduos enviados para aterro permite ainda a produção de energia elétrica e de compostos para fertilizar solos.

São cerca de 100 as entidades aderentes à iniciativa que durante o ano de 2009 recolheu cerca de 1300 toneladas de RUB.

Com vista à implementação de um novo projeto de valorização dos RUB, que contará com a colaboração das Câmaras Municipais de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra, está a ser levado a cabo em Cascais um inquérito junto dos estabelecimentos que comercializam alimentos para avaliar a produção de resíduos deste tipo de produtos.

Fonte: EMAC – Empresa de Ambiente de Cascais – CI



Desastre ambiental nos EUA deve aumentar custos do óleo, dizem analistas


As dificuldades do grupo petroleiro britânico BP em deter a maré negra no Golfo do México suscitam novas interrogações sobre as perfurações em águas profundas, com efeitos possíveis para projetos de exploração, inclusive o do pré-sal no Brasil, e um aumento certo nos custos de extração e, portanto, dos preços do barril.

“O que está acontecendo é algo que afetará a indústria mundial de gás e petróleo e terá, necessariamente um amplo impacto, não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo”, disse nesta sexta-feira Tony Hayward, executivo-chefe do grupo BP, que originou a pior maré negra da história dos Estados Unidos.

Na véspera, ele admitiu ao Financial Times que a BP não tinha “os instrumentos necessários em (sua) caixa de ferramentas”.

“Os acontecimentos do golfo do México demonstraram que perfurar a uma milha (1.600 metros) de profundidade, mais 2 milhas na rocha submarina é um pouco como enviar um homem à Lua. A tecnologia para encontrar petróleo a estas profundidades existe (…), mas a tecnologia para administrar um desastre a esta distância, não”, disse David Hufton, analista da PVM.

A primeira consequência para a indústria foi a moratória de seis meses decretada pelos Estados Unidos sobre novas perfurações, que adiou vários projetos petroleiros na costa do Alasca.

Seu impacto deveria ser pouco importante. Segundo um estudo de Wood Machenzie, reduziria em 80 mil barris diários a produção mundial em 2011, isto é, menos de 1% do total.

Mas as consequências da catástrofe para o abastecimento devem ir muito além das restrições.

“A incerteza sobre o futuro das perfurações petroleiras em águas profundas é agora considerável nos Estados Unidos e em outros lugares”, disse Helen Henton, analista do banco Standard Chartered.

Para o mercado americano, estas dúvidas não são insignificantes. O golfo do México representa 19% das reservas de petróleo americanas, 80% das quais em águas profundas, e 29% da produção nacional, afirmou.

Segundo a Agência Nacional de Energia, esta região é essencial para assegurar a oferta futura do planeta: deveria fornecer meio milhão de barris diários acima de sua produção atual entre 2008 e 2014.

A catástrofe poderia ter também efeitos na exploração de uma jazida ainda mais promissora: as reservas em águas profundas do Brasil, estimadas em 50 bilhões de barris de petróleo presas sob uma espessa camada de sal a 7.000 metros de profundidade.

“A última consequência (da maré negra) será frear o desenvolvimento dos projetos em águas profundas, aumentar os custos de produção, o que fará subir os preços do petróleo a longo prazo”, concluiu Henton, do Standard Chartered.

“É surpreendente que os preços do barril não tenham reagido com mais força”, emendou Hufton.

A maré negra demonstrou a dificuldade das companhias privadas para ter acesso a novas reservas: distantes das grandes jazidas ‘fáceis’ do Oriente Médio, com exceção do Iraque, devem procurar petróleo em condições cada vez mais perigosas.

“O mundo precisa do aporte do petróleo de águas profundas, e os Estados Unidos podem se beneficiar amplamente destes recursos do golfo do México”, disse Hayward, da BP.

Também dá argumentos aos defensores do ‘pico petroleiro’, aqueles especialistas convencidos de que a era dos hidrocarbonetos está prestes a terminar.

“A indústria perfura a profundidades tão extremas só porque tem poucas alternativas (…); é um sinal claro da iminência do pico petroleiro”, escreveu no jornal The Independent David Strahan, autor de “The last oil shock” (A última crise do petróleo, em tradução livre).

Fonte: Revista Ecorturismo


Marina critica suposta central de dossiês de Dilma
 

Sociedade tem que ter tolerância zero com qualquer coisa que viole direitos', afirmou a pré-candidata do PV

A pré-candidata à Presidência da República do Partido Verde, Marina Silva, manifestou neste sábado, 5, sua preocupação e condenou a possibilidade de haver uma articulação para montar uma central de dossiês a serviço da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República, conforme reportagem do Estado. "A sociedade tem que ter tolerância zero com qualquer coisa que viole direitos", disse.

"Ninguém pode violar direitos institucionais de ninguém para conseguir informação. Só quem pode fazer isso são as instituições públicas quando devidamente autorizadas", disse em entrevista coletiva, logo após visitar o Centro de Prevenção do Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Ceptec/Inpe), em Cachoeira Paulista.

Para a ex-ministra "os fins não justificam os meios, porque os meios podem comprometer os fins". E completou: "Estou dizendo isso como um valor, como um princípio que deve ser seguido. Que as denúncias sejam investigadas e que sirvam de alerta porque não se pode violar os direitos constitucionais", disse.

Meio Ambiente

Marina Silva classificou sua ida ao Ceptec como "simbólica" e como uma "visita técnica", que serviu para conhecer o trabalho de excelência que se desenvolve no órgão, em relação à prevenção de desastres naturais, no dia mundial do Meio Ambiente. A presidenciável falou de seus planos para essa questão e prometeu criar uma "agência do clima", mesmos moldes, por exemplo, da Agência Nacional de Águas", com independência e autonomia.

Destacou também a gravidade dos números, que ela considera preocupantes. "Pulamos de 2,5 milhões de pessoas afetadas em 2007 para 5,5 milhões em 2009 e os municípios nessas condições pularam de 525 para 1.408, em 2009", detalhou.

Segundo ela, cinco pontos fazem parte de suas propostas: a criação de um sistema nacional de alerta; a reestruturação e fortalecimento da Defesa Civil; a criação da Agência Nacional do Clima; a produção de estimativas anuais de emissão de CO2 e a articulação política para a regulamentação da Lei de Mudanças Climáticas, que está parada.

No Ceptec Marina conheceu o centro de supercomputação, onde se processam os dados de previsão do tempo e do clima. O pesquisador Carlos Nobre explicou a Marina que em cinco anos será possível mapear 500 pontos críticos do país, nas capitais e nas serras do Mar e da Mantiqueira.

Monitorados por um aparato tecnológico - incluindo um supercomputador a ser instalado até o final do ano, que garantirá mais precisão dos dados - e com a articulação da Defesa Civil e de outros órgãos, o sistema vai evitar novas tragédias como as ocorridas no início desse ano.

Fonte: O Estadão


Estado muda política ambiental e vive uma revolução ecológica

Rio - Os fluminenses podem comemorar a Semana Mundial do Meio Ambiente, que começa neste sábado, sem um pé atrás. Cada vez mais aumenta a certeza de ver a Natureza de seu estado, uma das mais belas do Brasil, recuperar, nos próximos anos, se não a exuberância dos dias do Descobrimento, ao menos uma qualidade de vida bem melhor que a atual. O Estado do Rio de Janeiro vive uma revolução ecológica.

 A área desmatada está sendo, aos poucos, reposta; as unidades de conservação estão sendo ampliadas, modernizadas e mais bem guardadas; a Baía de Guanabara, os rios e as lagoas estão se livrando do esgoto; os lixões,
que infestam o ar e contaminam o lençol freático, estão sendo  substituídos por aterros sanitários; as encostas dos morros reflorestadas e fortalecidas contra deslizamentos. Enfim, o meio ambiente fluminense está sendo tratado hoje em dia com muito cuidado e o carinho que merece.


Segundo a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, as ações públicas agora são comandadas por gente do meio, que, ao passar da crítica à ação, quer mostrar serviço. Segundo, porque o setor sofreu uma reformulação de estruturas, métodos e de pessoal profunda e ampla. Por fim, o governador Sérgio Cabral determinou o emprego dos recursos destinados ao meio ambiente apenas e exclusivamente no setor.

"É uma atitude de total respeito ao meio ambiente", sintetizou a secretária.


Marilene é uma pessoa do meio. Amiga e eterna companheira do ex-ministro do Meio Ambiente e ex-secretário estadual do setor, Carlos Minc, e, há anos militante da causa, o substituiu na pasta há pouco mais de um ano e deu continuidade à reestruturação do setor. Com elegância e eficácia, toca antigos e novos projetos ambientais, à frente de uma equipe igualmente identificada com as demandas ecológicas.

Outro pilar da nova postura do governo com a causa foi o de juntar em um só órgão, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), as três áreas mais importantes do setor – Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feema), Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla). Medida que proporcionou agilidade eeficiência às ações e projetos. Pela primeira vez em muitos anos a Secretaria do Ambiente também realizou concurso público para renovar o quadro de servidores, contratando 240 novos técnicos.


"Devemos realizar em breve um outro concurso para reforçar nosso time", acenou a secretária.

Novas gestão e mão de obra e mais recursos. O reforço de caixa do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), que se abastece com os royalties do petróleo, numa média de R$ 250 milhões por ano, foi outra jogada vital. O Fecam vem financiandoprojetos fundamentais, alguns com ajuda federal, como a despoluição do sistema lagunar da Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, da Baía de Guanabara e dos rios e lagoas do estado.


"Toda nossa ação precisa de recursos e de pessoal", argumentou a secretária.


E da interação com os demais setores do Estado. Segundo a secretária, uma das mudanças na pasta foi acabar com seu isolamento. Segundo ela, hoje, a política ambiental do Estado depende da interdisciplinaridade.


"Os demais secretários são nossos parceiros no desenvolvimento de programas ambientais. A preocupação ambiental está presente em cada investimento do governo. Veja as Unidades de Polícia Pacificadora. Nelas, temos a UPP verde, que consiste na melhoria ambiental das comunidades carentes, como a coleta seletiva e a destinação correta do lixo, o reforço em encostas, a remoção de moradorss em áreas de risco, a limitação da expansão das favelas para áreas de florestas, o reflorestamento, a criação de parques públicos etc", exemplificou Marilene.


O plano da Secretaria do Ambiente, segundo Marilene, é eliminar dois dos maiores flagelos ambientais fluminenses: a destinação errada do lixo e a falta do tratamento de esgoto.

"Temos o Pacto pelo Saneamento que prevê, em dez anos, a coleta e o tratamento de 80% do esgoto e o fim de todos os lixões no estado, com a substituição por aterros sanitários consorciados. Dois já estão funcionando e serão construídos mais oito no interior", informa.


Quanto à cobertura verde, Marilene cita o propósito de duplicar a área de Mata Atlântica. O governo começou com 120 mil hectares de unidades de conservação e pretende chegar ao fim deste ano com 220 mil hectares.


"Não adianta apenas criar ou ampliar as unidades no papel. Precisamos e estamos fazendo com que elas existam de fato. Por isso, criamos os guarda-parques que são verdadeiros agentes ambientais, encarregados de fiscalizar essas áreas contra predadores e, ao mesmo tempo, servem de guias e orientadores para o bom uso público desses lugares. As pessoas aprendem a ver os ecossistemas como um bem de toda a sociedade", enfatizou Marilene.


A Secretaria do Ambiente conta ainda com a parceria federal em projetos de grande importância para o meio ambiente do estado: a dragagem dos rios da Baixada Fluminense, com a remoção de 
moradores ribeirinhos para áreas construídas pela Secretaria da Habitação e a urbanização dessas margens desocupadas, e a dragagem do Canal do Fundão.


"Com ajuda do governo federal, estamos ainda limpando os canais da Baixada Campista, um investimento de quase R$ 100 milhões. Com nossos próprios recursos, estamos reflorestando as bacias dos rios Guandu, Macacu e Piabanha, nossos principais mananciais de abastecimento de água, e desenvolvendo programas de fomento e apoio a cooperativas de reciclagem de lixo, entre outros projetos e serviços. Enfim, poderia ficar o dia todo falando de várias outras ações nossas", finalizou, com o entusiasmo de sempre, Marilene Ramos.


Entusiasmo que se reflete na programação traçada pela Secretaria do Ambiente para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente. No dia 6, das 9h às 13h, no Aterro do Flamengo, haverá exposição de projetos e atividades do setor, além de estandes com informações sobre as campanhas de combate ao tráfico de animais silvestres e à dengue. No dia seguinte, começa o seminário Ambiente de Portas Abertas, na sede da Secretaria, na Praça Mauá, que vai das 9h às 18h, com a inauguração no fim do dia do Cine-SEA no Inea com a exibição do vídeo Cidades e Soluções, do jornalista André Trigueiro.

As comemorações prosseguem na terça-feira e vai até sexta-feira, com a continuação do seminário, sempre a partir das 9h, que inclui uma visitação à ETA Guandu, em Seropédica, e a exibição de vídeos educativos no Cine-SEA no Inea.


Fonte: O Dia


 

As perdas na construção civil

A margem de lucros cada vez mais baixa é um dos fatores para o estudo das perdas na construção civil. Outro ponto recente é a preocupação ambiental, relacionada com desperdícios, ocupação e destinação de resíduos.

Toda e qualquer ineficiência num sistema produtivo gera perdas, não só material de construção. Assim, transporte, armazenagem e uso de materiais com escolha de sistemas construtivos de forma inadequada
geram perdas significativas. A seleção e alocação de mão de obra também pedem uma gestão de recursos humanos sintonizada com o tempo estimado para cada etapa da obra.

As perdas de tempo com retrabalho são o reflexo direto da boa ou má gestão de recursos humanos. A escassez de mão de obra qualificada compromete o cronograma e a produtividade, aumentando os retrabalhos e as perdas na construção civil.

Uma boa política de saúde e segurança é fundamental. Os riscos de acidentes são significativos na construção civil. Por isso, um exame médico pré-admissional bem detalhado evita transtorno para a empresa, conforme orienta Vera Lucia Telles Correa, médica do Trabalho. Exames complementares devem ser solicitados de acordo com os riscos a que o trabalhador está exposto.

Como computar o custo de um acidente de trabalho em uma obra? Dependendo da gravidade dos danos causados pelo acidente, pode o custo se limitar aos dias perdidos durante o afastamento. Muitas vezes, porém, o custo do acidente pode implicar em uma indenização por morte ou por invalidez permanente. Por isso, treinar e investir em equipamentos de proteção coletiva e individual de forma permanente é fundamental. Isso cria uma cultura prevencionista, muda o comportamento da equipe de trabalho.

Perdas ainda podem ser definidas como tudo aquilo que consome recursos mas não agrega valor. É comum acontecer nas obras falhas nas especificações dos materiais conforme a necessidade dos clientes. Assim, podemos considerar como perdas todas as situações em que encontramos desperdício de tempo e de dinheiro.

Cabe aos engenheiros responsáveis pela execução das obras gerenciar os recursos humanos, materiais e detectar onde estão os desperdícios/perdas. Na maioria das vezes os profissionais ficam tão focados no tempo de execução, cronograma físico e financeiro da obra que nem conseguem visualizar estas falhas. O balanço no final da obra é assustador, pois imprevistos sempre acontecem, comprometendo a qualidade do produto final. Com um orçamento apertado fica cada vez mais difícil sobreviver no mercado sem um bom gerenciamento de perdas.

Fonte: Sandra Poletto – 24/05/2010


MPF/DF aciona Justiça para garantir preservação de área quilombola

DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO MPF/DF

 

Ação civil pública cobra suspensão imediata da licença que autorizou desmatamentos na comunidade de Mesquita, em Cidade Ocidental (GO)

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) entrou na Justiça para impedir novos desmatamentos na área ocupada pela comunidade quilombola de Mesquita, no município de Cidade Ocidental, a 48 km de Brasília. Em ação civil pública, o MPF requer a suspensão imediata da licença de exploração florestal concedida pela Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Goiás (Semar/GO) à empresa Taquari Empreendimentos e a recuperação da área degradada.

Em agosto do ano passado, a empresa recebeu autorização do órgão ambiental para desmatar cerca de 84 hectares de vegetação de cerrado dentro da Fazenda Mesquita. O objetivo seria a construção de um empreendimento imobiliário no local. Para o Ministério Público, porém, a licença é totalmente irregular, já que desconsiderou a existência da comunidade quilombola e do processo de demarcação de seu território, em curso no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) desde outubro de 2008.

A procuradora regional dos Direitos do Cidadão no DF, Luciana Loureiro, afirma que o licenciamento não poderia ter sido feito sem uma consulta prévia à comunidade e aos órgãos envolvidos na regularização fundiária da região, como o Incra e a Fundação Cultural Palmares. Além disso, a extração de madeira, da forma como autorizada, “põe em risco a preservação do cerrado local e das condições necessárias à integridade física e simbólica do território quilombola de Mesquita”, argumenta a procuradora.

 

Ela lembra ainda que, mesmo após ser oficialmente notificada pelo Incra acerca do processo de demarcação da área quilombola, em fevereiro deste ano, a Semar/GO não tomou qualquer providência para suspender ou cancelar a licença de exploração florestal irregularmente concedida. Portanto, “se faz absolutamente necessária a intervenção do Judiciário para impedir que, com a sua ação, a Taquari Empreendimentos desfigure o meio ambiente que já é reconhecido, pelo governo federal, como área necessária à preservação física e cultural da comunidade remanescente de quilombo de Mesquita”, sustenta Loureiro na ação judicial.

Insegurança - O Ministério Público Federal também pede providências à Justiça em relação aos relatos de ameças e constrangimentos sofridos por quilombolas e técnicos do Incra, por parte de fazendeiros e proprietários de terras na área a ser demarcada. Em caráter urgente, o MPF pede que a Justiça proíba a empresa Taquari Empreendimentos de praticar qualquer ato que degrade o meio ambiente local ou que configure intimidação ou ameaça aos membros da comunidade e aos técnicos do Incra, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

A ação também requer, em decisão liminar, que a Semar/GO seja proibida de emitir qualquer licença para exploração do cerrado na área a ser incluída no território quilombola de Mesquita, até julgamento final do processo. No mérito do caso, pede ainda que a Taquari seja condenada a reparar os danos já causados à área por causa da exploração de madeira, conforme extensão a ser constatada em perícia judicial.

A ação civil pública foi ajuizada em 4 de maio e aguarda julgamento na Vara Única da Subseção Judiciária Federal de Luziânia (GO).

Fonte: AmarNatureza – 24/05/2010


Aquecimento global pode aumentar casos de malária

 na Amazônia, diz pesquisador


(Foto: Tabajara Moreno /Inpa /Divulgação)

Pesquisadores coletam mosquitos em área próxima ao gasoduto Urucu-Coari-Manaus

 

 

 


(Foto:Inpa/Divulgação)


Com mais luz do sol, Anopheles darling tem ciclo de reprodução acelerado






 

Em 2007, foram encontrados 1.000 mosquitos em local onde só havia 20.
Problema se agrava quando há mudança no ciclo hidrológico da floresta.
Um verão amazônico fora de época, em 2007, foi suficiente para cientistas verificarem que o aquecimento global pode multiplicar o número de casos de malária na Amazônia.

Naquele ano, o verão deveria começar só em junho ou julho, como usual, mas ocorreu já em janeiro. E o número de mosquitos transmissores da doença saltou de cerca de 20 para mais de 1.000 em um ponto específico da floresta.


A análise de incidência do Anopheles darlingi, vetor para a malária, foi feita em um trecho do corredor florestal que recebeu os 661 quilômetros de extensão do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, inaugurado no fim do ano passado. De 2006 a 2009, enquanto a obra avançava, cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) coletaram mosquitos com o objetivo de monitorar a incidência da doença entre os operários.

"Não registramos nenhum caso nas áreas de trabalho. Mas a construção passou por regiões com alta incidência de malária", diz o pesquisador Wanderli Pedro Tadei, vice-diretor do instituto.


"Quando houve o verão fora de época, em 2007, os rios já estavam mais cheios do que o normal. A alteração do ciclo hidrológico na Amazônia altera a reprodução do mosquito da malária, fazendo com que a população fique mais exposta à doença."

Ao terminar os cálculos para o período em que o clima estava incomum, os cientistas puderam constatar que locais com 15 a 20 mosquitos da malária, em média, registravam mais de 1.000 em fevereiro e 1.600 em março de 2007. "Foi a primeira vez em que pudemos medir isso. A malária já mostrou sua cara caso as mudancas climáticas interfiram no ciclo hidrológico da Amazônia", diz Tadei.


A Amazônia possui uma rotina regular na variação do nível de água de seus rios. Rios mais altos significam o surgimento de criadouros para o mosquito se reproduzir, já que a água invade grandes áreas nas margens, formando igapós.


Com o sol fora de época cresce a reprodução de algas nos rios por meio da fotossíntese, que servem de alimento para as larvas do Anopheles. Por isso, caso alguma alteração climática influencie esse equilíbrio, a reprodução do mosquito é acelerada.

O clima alterado também pode afetar outras espécies, como no caso do mosquito da dengue e do carapanã, como é chamado o mosquito comum na Amazônia.
O impacto de uma mudança no clima ainda pode influenciar a incidência de casos de doença de Chagas, febre amarela e outros males provenientes de vírus e vermes. Segundo Tadei, conhecer melhor essa interação do clima com a biodiversidade amazônica ajuda a prevenir possível epidemias, principalmente entre populações ribeirinhas, mais próximas dos focos do mosquito da malária.


Mudanças climáticas 


De acordo com Tadei, ainda não é possível falar de mudanças climáticas na Amazônia de forma geral. "Existem mudanças extremadas, alterações de clima", diz ele. São exemplos pontuais que permitem prever o que ocorreria com a floresta se o problema se agravar no futuro.


O pesquisador lembra fenômenos climáticos na Amazônia como a enchente de 2009, a maior que se tem conhecimento até agora. Além da grande seca de 2005 e da alteração no ciclo hidrológico, em 2007. "Isso pode pode ter a ver com o El Niño, quando o Oceano Pacífico aquece", diz Tadei.

 

 

Fonte:  Jeniffer Silva – 24/05/2010



Desmatamento na Amazônia cai 50% em relação ao ano passado

 
Taxas caíram de 12,9 mil quilômetros quadrados para 7,4 mil

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nessa quinta, dia 20, que houve queda de 50% no desmatamento na Amazônia, em relação ao ano passado, quando as taxas de 12,9 mil quilômetros quadrados caíram para 7,4 mil.

Segundo o órgão, sete municípios que entraram no monitoramento no mesmo período registraram redução significativa de aproximadamente 70%. Em contrapartida, durante as fiscalizações foi identificado aumento de retirada de árvores em pequenas regiões, ou seja, fora das florestas.

De acordo com o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, "os números são algo não imaginado há dois anos. Isso demonstra que o trabalho de monitoramento é importante não só para o Brasil, mas para o mundo". Segundo o ministro, o problema dos pequenos desmatamentos deve ser fiscalizado e trabalhados em parceria entre os governos estaduais e federais.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comemorou os resultados obtidos, mas disse que é preciso olhar para a frente e buscar políticas mais eficazes para a região.

– É preciso pensar na Amazônia, não só em lugar de preservação ou de combate ao desmatamento. É preciso enxergá-la num quadro de desenvolvimento econômico-social – disse ela.

Apesar dos avanços, a ministra reclamou que ainda existem situações que não deveriam mais acontecer quando se trata do desmatamento no país. Ela exemplificou com os casos de retirada de árvores em reservas ambientais e de assentamentos agrários.

Todos os números foram apresentados durante o 7º Seminário Técnico Científico de Análise dos Dados do Desmatamento da Amazônia que começou na quinta, dia 20, em Brasília e segue até esta sexta, dia 21, com debates relacionados não só à preservação do bioma da Amazônia, mas também de outros biomas como o do Cerrado e o da Caatinga.

Fonte: Agência Brasil – 24/05/2010


Lixo que educa e vira alimento

 

Resíduos orgânicos que sujavam as ruas em duas comunidades viram adubo que fortalece hortas e conscientiza as crianças

Os ratos invadiram o bairro. Pelas ruas, nas casas, nas escolas, os roedores andavam em busca de restos de comida deixados pelos moradores. Para resolver o problema da infestação, surgiu uma ideia: recolher os resíduos orgânicos jogados pelas ruas e transformá-los em adubo.

No início, há um ano e meio, cinco famílias participavam do projeto para a compostagem do lixo, nas comunidades Chico Mendes e Novo Horizonte, no Bairro Monte Cristo, em Florianópolis. Todo o trabalho era feito por voluntários. Atualmente, são 95 famílias, duas agentes comunitárias contratadas e dois bolsistas.

O projeto, chamado Revolução dos Baldinhos, foi idealizado e organizado pelo agrônomo Marcos José de Abreu, que trabalha no Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro).

De acordo com Marcos, hoje são coletadas 10 toneladas de lixo orgânico por mês produzido pelas famílias que participam do projeto. Isso representa menos de 3% do total de pessoas residentes nas comunidades, cerca de 3 mil. O projeto só não está sendo ampliado porque não haveria espaço para depositar mais resíduos.

Para aumentar o atendimento, as comunidades estão negociando apoio da prefeitura da Capital. Eles reivindicam um terreno para fazer um novo pátio de compostagem e que a prefeitura pague aos participantes o valor que seria gasto para a coleta, transporte e aterramento desses resíduos recolhidos pela comunidade – cerca de R$ 320 de acordo com a Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap).

Em Florianópolis, por mês, são produzidos em média 12,3 mil toneladas de lixo comum, sendo que 48% dos resíduos são orgânicos.

Além de recolher o lixo comum, a Comcap realiza a coleta seletiva mensal de 700 toneladas de materiais recicláveis e é responsável por um projeto piloto de compostagem, feito no Bairro Itacorubi, na Capital, em parceria com a UFSC. O projeto piloto recebe, ainda, materiais de grandes produtores como o Sacolão, localizado em frente ao CentroSul. No total, são recolhidas cerca de 70 toneladas de lixo orgânico por mês.

A engenheira sanitarista da Comcap, Flávia Guimarães Orofino, destaca que é importante que as pessoas se conscientizem e comecem a fazer a separação do lixo na sua origem. Embora a Comcap não receba pequenas quantidades de resíduos no projeto piloto, ela sugere às famílias interessadas que levem seu lixo orgânico ao Parque do Córrego Grande, onde o projeto Família Casca realiza um trabalho de compostagem em pequena escala.

 

Fonte: Diário Catarinense –
 24/05/2010 MAYARA RINALDI


Meio mundo pode ficar inóspito com aquecimento

 

Um aumento de 12ºC poderia deixar metade da população mundial em um ambiente inabitável

 

O aquecimento global pode deixar até metade do planeta sem condições de ser habitado nos próximos três séculos, segundo estudo elaborado pelas universidades de New South Wales, na Austrália, e de Purdue, nos Estados Unidos. Para essa conclusão foram considerados os piores cenários de modelos climáticos. As informações são da BBC Brasil.

 

O estudo, publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, informa, no entanto, que é improvável que isso ocorra ainda neste século. Mas é possível que no século 22 várias regiões estejam sob calor intolerável para humanos e outros mamíferos.

“Descobrimos que um aquecimento médio de 7 graus Celsius (°C) faria com que algumas regiões ultrapassassem o limite do termômetro úmido [equivalente à sensação do vento sobre a pele molhada], e um aquecimento médio de 12ºC deixaria metade da população mundial em um ambiente inabitável”, disse o pesquisador Peter Huber, da Universidade de Purdue.

Segundo os cientistas, ao calcular os riscos das emissões de gases atuais, é necessário considerar os piores cenários, como os previstos no estudo. Ao mencionar um aquecimento médio de 12ºC, Huber disse que isso significaria até 35ºC no chamado termômetro úmido nas regiões mais quentes do planeta.

Atualmente, segundo o estudo, as temperaturas mais altas nessa medida nunca ultrapassam 30ºC. A partir de 35ºC no termômetro úmido, o corpo humano só suportaria algumas horas antes de entrar em hipertermia (sobreaquecimento).

Huber comparou a escolha a um jogo de roleta-russa, em que “às vezes o risco é alto demais, mesmo se existe apenas uma pequena chance de perder”. O estudo também ressalta que o calor já é uma das principais causas de morte por fenômenos naturais e que muitos acreditam, erroneamente, que a humanidade pode simplesmente se adaptar a temperaturas mais altas.

“Mas, quando se mede em termos de picos de estresse incluindo umidade, isso se torna falso”, afirmou o professor Steven Sherwood, da Universidade de New South Wales.

Calcula-se que um aumento de apenas 4ºC medido por um termômetro úmido já levaria metade da população mundial a enfrentar um calor equivalente a máximas registradas em poucos locais atualmente.

Fonte: BBC Brasil


Energia Solar adquirida através da espuma de rã

Na Universidade de Cincinnati, EUA, pesquisadores plagiaram uma pequena espécie de anfíbio, chamada rã Physalaemus pustulosus. Esta é uma rã tropical existente nas Américas Central e Sul que produz espumas para seus girinos (filhotes) que exibiram uma resistência inexplicavelmente longa.       
    

Sua produção de proteína, a Ranaspumina-2, foi usada como suporte para uma espuma artificial.  Ao se colocar em contato com o sol, as enzimas de plantas, bactérias e fungos tudo acomodado no interior de um invólucro de espuma se misturam, fabricando uma fotossíntese artificial. O processo libera oxigênio e açúcares.

Exposta à luz do Sol e ao carbono da atmosfera, a espuma gera açúcares.
Estes, então, podem ser usados na produção de uma enorme diversidade de produtos, como o etanol e outros biocombustíveis, ou até mesmo, alimentos e ainda remove o excesso de dióxido de carbono do ar.         

 

Imagem: Megan Gundrum

Através desta recente tecnologia, produz de forma econômica a utilização da fisiologia dos sistemas vivos, transformando numa original geração de materiais funcionais que aderem essencialmente aos processos de vida em seu alicerce.

A próxima jornada de estudos e pesquisas será para entender demais moléculas de carbono, de forma que se possa desenvolver uma mudança no coquetel de enzimas na espuma, mas isso envolve outras aplicações em grande escala.

 


Dia Nacional da Caatinga

Exclusivamente brasileira, a Caatinga ocupa uma área de 895 mil quilômetros quadrados e é um dos biomas mais ameaçados do globo pela exploração predatória. As principais causas da degradação ambiental na região são a caça, as queimadas e o desmatamento para retirada de lenha. Rico em espécies exclusivas e podendo ser considerado um dos conjuntos de formações vegetais mais especializadas do território brasileiro, o bioma Caatinga engloba de forma contínua parte dos esta dos do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais.

É considerada a mais densamente povoada entre as regiões semi-áridas, com uma população de aproximadamente 20 milhões de habitantes e uma densidade demográfica de 22 hab/km².

Catinga (Tupi: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca) é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Não o encontramos em nenhum outro lugar, pois é tipicamente brasileiro.

Instituído através de decreto presidencial, de 20 de agosto de 2003, o 28 de abril foi escolhido em homenagem ao primeiro ecólogo do Nordeste brasileiro

e pioneiro em estudos da caatinga, o professor João Vasconcelos Sobrinho. Durante muito tempo pensou-se que a caatinga fosse um ecossistema pobre, por isso a escassez de estudos sobre ela..

São espécies nativas da caatinga ''barriguda'' (Cavanillesia arborea), amburana, aroeira, umbu, baraúna, maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro. A fauna nativa inclui o sapo-cururu, asa-branca, cotia, preá, veado-catingu eiro, tatu-peba, sagüi-do-nordeste e cachorro-do-mato.

No entanto, o estudo m O GEF Caatinga conta, até 2007, com US$ 4,1 milhões (cerca de R$ 12,5 milhões) do Fundo Global para o Meio Ambiente para estimular o desenvolvimento sustentável e pesquisas em 160 municípios de nove estados

do Semi-Árido. As ações do GEF Caatinga estão voltadas para o manejo equilibrado e integrado dos recursos naturais, à recuperação de áreas degradadas e ainda para a criação de três corredores ecológicos e de uma unidade de conservação.
Infelizmente, os pesquisadores constataram que esse é o terceiro ecossistema brasileiro mais degradado, atrás apenas da Mata Atlântica e do cerrado. 50% de sua área foram alterados pela ação humana, sendo que 18% de forma considerada grave por especialistas. A desertificação, encontrada principalmente em áreas onde antes se desenvolvia o plantio de algodão, apresenta-se bastante avançada.

Além do desmatamento, um sério problema enfrentado por esse domínio é a caça aos animais, única fonte de proteínas dos sertanejos que residem na área. A percentagem das áreas de caatinga protegidas por reservas e parques é ínfima: 0,002%, segundo o Ministério do Meio Ambiente. É necessário que se m ude esse patamar para que não percamos espécies que ocorrem apenas na caatinga.

 


A área protegida também resguarda a Grota do Angico, de valor cultural, local onde Lampião e parte do seu grupo foram mortos, marcando o fim do Cangaço. Outra característica da região da Caatinga é que ela é marcada p ela presença de um povo forte e resistente às adversidades do clima.


Dia Mundial da Terra: consciência e preservação ambiental


Quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson, em 1970 convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição, foi determinado que, no dia 22 de abril, se comemora o Dia Mundial da Terra. Logo em 1972 houve a Conferência de Estocolmo visando a sensibilização dos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que, se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los, as chances de reverter esse quadro dramático seria muito positiva, logicamente se todos levassem a prática com seriedade e competência.

Vale lembrar que sua composição é de 97% de água, sendo que 50% da água doce do planeta se encontra no subsolo.

O relevo da Terra recebe a ação de vários agentes como vulcanismo, ventos, abalos sísmicos, chuvas, marés e ação antrópica.

Na atmosfera existe, em sua composição, muitos gases, uns poluentes e outros altamente poluentes. Alguns do gases mais conhecidos são nitrogênio, oxigênio, argônio, metano, entre outros.

Criada em 1992, no Rio de Janeiro, mais precisamente na ECO-92, a Agenda 21 estabelece a importância de cada país a se comprometer e cooperar com soluções para os problemas sócio-ambientais. Cada país estabelece a sua Agenda 21, e no Brasil essas discussões são de responsabilidade da Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional.

O mais importante das ações prioritárias da Agenda 21, além da inclusão social, sustentabilidade urbana e rural, preservação dos recursos naturais e minerais e a ética política, é um planejamento de sistemas de produção e consumo sustentáveis contra a cultura do desperdício.

O Planeta possui um equilíbrio natural e este, no decorrer dos anos, está se perdendo devido às muitas e agressivas ações do homem.  É de extrema importância que se tenha consciência ambiental para que a própria população humana não comece a entrar em extinção, como já ocorre com nossa fauna e flora, não esquecendo dos outros recursos naturais que temos, como as nossas águas. Se o caminho que estamos percorrendo continuar nesta velocidade insustentável, não conseguiremos mais repor os recursos naturais tão importantes para nossa vida. A cadeia não pode ser desequilibrada.

Com isso, datas comemorativas como Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), Dia Mundial da Água (22/03) e entre outras estão ganhando maior valor. Isso também é válido para o Dia Mundial da Terra, próximo dia 22 do mês corrente. Você sabe qual o peso disso?

É muito simples...basta assistir ou ler um jornal que veremos muitos desastres ambientais acontecendo num piscar de olhos...são frações de segundo para uma floresta ficar destruída, frações de segundos para se desperdiçar água e energia, o aquecimento global num incansável crescimento agravando o derretimento das geleiras; as mudanças climáticas estão sendo bruscas, freqüentes,  infinitas e assim por diante. O Planeta já se encontra em alerta pelo desequilíbrio que nós, seres humanos estamos causando todos os dias. Basta uma única ação errada para desestruturar a cadeia.

O Dia da Terra deve ser comemorado todos os dias, e é uma festa pertencente ao povo, referente à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental, com atividades que promovam a saúde da Terra.

Já se deu conta de que a Terra é sua casa? Por acaso gosta de ver seu lar sujo, com mal cheiro, criação de bichos nocivos portadores de doenças crônicas e fatais, seu alimento sendo destruído pela contaminação, vivendo sem água e energia? Acredito que não, pois se gosta de sua casa bem tratada, trate a Terra, o Planeta com este carinho, com este amor, olhando para ela como a sua moradia, pois é assim que ela deve ser respeitada.

Os ecologistas e ambientalistas aproveitam este dia para avaliar os problemas ambientais existentes ao nosso redor: são as contaminações de água, ar e solo, devastação dos ecossistemas, extermino de nossos animais e plantas, esgotamento dos recursos naturais renováveis e não-renováveis. Aproveitam este dia também para realizar ações como reciclagem de materiais, plantação de mudas, entre outros. Também incluem soluções como preservação de petróleo e energia, proibição no uso de produtos químicos, fim da destruição de habitat fundamental como as florestas e proteção de espécies ameaçadas.

Em 1970 quando iniciou este movimento, um número bem expressivo para a época foi de 20 milhões de pessoas que aderiram ao movimento. Nos anos 90, este numero aumentou para 200 milhões e agora, nos anos 2000, chegamos a alcançar um número muito mais expressivo, uma media de 500 milhões de pessoas. Ainda é pouco perto do numero de habitantes na Terra, sendo por volta de 6 milhões. Precisamos trabalhar mais para que a consciência das pessoas grite em prol do Planeta.

 


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