|
◄NOTICIAS |
| |
| |
|
Antibióticos desenvolvem "super bactérias" em predadores
marinhos topo de cadeia |
| |
|
É uma
das coisas mais assustadoras sobre a sociedade moderna -
desde que declaramos guerra contra as bactérias com o
uso generalizado da penicilina na década de 1940, os
micróbios foram se adaptando, ganhando resistência aos
nossos medicamentos e voltando mais fortes e cruéis do
que antes.
E agora estas "super bactérias" estão aparecendo em
tubarões e peixes no topo da cadeia alimentar, desde as
águas ao largo de Belize e Florida Keys no caribe. Ao
passo que os peixes podem naturalmente abrigar essas
bactérias, os pesquisadores estão preocupados com a
conclusão que faz parte de uma maré crescente de
bactérias resistentes aos medicamentos em peixes, que
poderiam fazer o seu caminho para nosso prato.

Os predadores topo de cadeia são os que mais sofrem
com os efeitos dos farmacos nos oceanos. Tubarões e
golfinhos também estão na lista das espécies mais
afetadas. Acima, um tubarão martelo do caribe.
Os antibióticos são onipresentes no mundo de hoje,
usados para controle de infecções em nossos corpos e
frear o crescimento de bactérias na nossa cadeia
alimentar. Mas essa química chega aos rios, lagos e
oceanos, onde os seus efeitos têm sido quase sempre
ignorados.
Uma equipe de pesquisadores liderados por Jason
Blackburn, da Universidade da Florida amostrou 134
peixes que vivem nas águas costeiras do Golfo do México,
Belize, e Massachusetts. Eles então testaram amostras de
bactérias resistentes aos medicamentos, utilizando um
conjunto de doze antibióticos comuns.
A resistência foi encontrada em todos os lugares
estudados, em graus variados. Uma pronunciada
resistência a uma variedade de drogas foi descobertta em
tubarões no Dry Tortugas National Park, em Florida Keys,
por exemplo. Amostras de peixes vermelho da costa da
Louisiana mostraram sinais de desconsiderar as drogas,
também.
Mark Mitchell, da Universidade de Illinois disse que o
trabalho de sua equipe é preliminar, e os micróbios que
vivem em peixes podem ter uma resistência natural a
determinados tipos de antibióticos.
Mas os tubarões apresentaram resistência especialmente
elevada em áreas como Belize, onde o tráfego turístico
na água é intenso, e o local de amostragem é perto de
uma estação de tratamento de esgoto. Isso sugere uma
influência humana.
Se assim for, levanta uma possibilidade preocupante: os
tubarões e outros peixes estão funcionando como placas
de petri submersas. Como eles são expostos a
antibióticos dissolvidos na água por esgoto e águas
residuais, as bactérias em seus corpos desenvolverão a
resistência e se transformarão em "super bactérias" como
aquelas que causam infecções cada vez mais
incontroláveis em hospitais de todo o país.
"Algumas pessoas podem dizer, bem, um tubarão cabeça
chata da Louisiana não tem realmente uma influência
sobre a minha saúde", disse Mitchell, em um comunicado
de imprensa emitido pela Universidade de Illinois. "Mas
esses peixes comem o que nós comemos. Estamos
compartilhando as mesmas fontes de alimentos. Deve ser
uma preocupação para nós também."
De fato, os seres humanos comem redfish (Sciaenops
ocellatus) e algumas espécies de tubarão diretamente,
portanto é possível nós já estarmos expostos às
bactérias super resistentes. Escrevem os pesquisadores
em seu estudo, que aparece noJournal of Zoo and Wildlife
Medicine:
"O ambiente marinho pode ser considerado um reservatório
de resistência a essas drogas, a vigilância sobre os
peixes deve continuar. Os peixes marinhos predadores
amostrados no presente estudo poderão servir como
sentinelas valiosas, porque são de longa vida e de
crescimento lento e, portanto, tem uma exposição
potencialmente longa para bactérias resistentes no
oceano.
Além disso, esses dados apóiam a hipótese do trabalho
anterior que a resistência está presente em espécies
marinhas de várias cadeias alimentares e habitats.
Porque a pesca continuará a ser um componente importante
da dieta humana, esta informação pode ser usada para
determinar os riscos à saúde zoonótica.
Globalmente, Mitchell estima que 100.000 pessoas morrem
a cada ano devido a infecções bacterianas adquiridas
tanto no ambiente ou em hospitais. Em muitos casos, os
pacientes já estão com outra doença, e seu sistema
imunológico simplesmente não está à altura da luta. E há
super-drogas que podem reduzir a maioria das infecções
desagradáveis.
Mas se estamos liberando antibióticos em grandes
quantidades em rios e mares, suficientes para aumentar a
resistência dos peixes que comemos, estamos apenas
acelerando a chegada de um momento perigoso para os
micróbios infecciosos provenientes do mar,
pré-condicionados a suportar os esforços para detê-los.
Fonte:
Instituto Ecofaxina |
|
|
Plantas
que dão flores ajudam a resfriar a atmosfera, diz estudo |
| |
|
 |
MANAUS -
Plantas com flores (angiospermas) têm um
efeito de resfriamento sobre a atmosfera, em
especial na região amazônica. A informação é
de um novo estudo publicado na última edição
da revista “Proceedings of the Royal Society
B”.
Os cientistas geraram simulações em
computador que mostram que, se as
angiospermas flores fossem substituídas por
outras plantas, a Amazônia teria uma zona de
floresta tropical úmida 80% menor que a
atual.
Segundo explica um dos autores, Kevin Boyce,
da Universidade de Chicago, isso se deve ao
fato de terem folhas com muito mais
nervuras, capazes de fazer fotossíntese mais
rapidamente, capturando mais gás carbônico e
transpirando mais água para a atmosfera. |
Assim,
estes vegetais funcionam como verdadeiros dutos de água
do solo para o céu, propiciando as fortes chuvas
amazônicas.
A evapotranspiração das plantas funciona como um sistema
de refrigeração do planeta e uma mudança de sua
distribuição no planeta influiria em diversos aspectos
da atmosfera, como por exemplo as correntes de ar. (AL)
Fonte:
Portal Amazônia |
|
|
As
autoridades detectaram resíduos sólidos de óleo em uma
praia em Tamaulipas |
| |
|

O
resíduo bruto apareceu na Praia de Miramar nesta manhã e
investiga se o derramamento de BP Golfo de México (EFE).
A Direção da Proteção Civil Municipal Ciudad Madero
surgiu esta manhã, informou que o petróleo bruto waste
sólidos em Miramar Beach, e investiga se procede o
derramamento do litoral dos EUA.
Esta situação levou a uma indicação imediata nos
diferentes órgãos de proteção, pelo que se mantém alerta
para a possível chegada do Black Tide " a uma das praias
mais importantes Tamaulipas, de acordo com um relatório
da Notimex .
O diretor do departamento, Roberto Chavez Ortega, disse
que estava investigando se os resíduos foram lavados da
costa dos EUA., onde a catástrofe ecológica continua.
De acordo com o responsável da área e coordenador deste
trabalho, os relatórios da emergência de petróleo para a
costa do Miramar foram liberados por eles próprios
banhistas, que falou à central de emergência C-4.
Eles relataram que, logo se dedicou ao resgate de
realizar tours ao longo de Miramar Beach e notou
novamente a presença de resíduos de hidrocarbonetos,
embora em quantidades menores.
Ortega Chávez informou que o monitoramento constante é
também manter uma comunicação estreita com a Secretaria
da Marinha, bem como a Agência do Ambiente para o
Desenvolvimento Sustentável do Estado, SEMARNAT e
Profepa para agir no caso de óleo afeta os custos de
Tamaulipas.
Fonte: CNN México
|
|
|
Viva Mata Atlântica! Viva a Mata Atlântica! |
| |
 |
Viva a Mata foi
realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica a
partir de Maio 21-23, no Parque do Ibirapuera,
em São Paulo. O evento reuniu as iniciativas e
projetos que visam a proteger a Mata Atlântica.
Este ano, o evento foi palco para mais de 85.000
pessoas e cerca de 100 projetos de restauro e
preservação de exploração da Mata Atlântica.
Organizações ambientalistas encontraram e
partilharam as suas iniciativas e de
conhecimentos, criar novas parcerias e
fortalecer a mobilização em torno de questões
fundamentais para a preservação da Mata
Atlântica. O público também foi agraciado com
apresentações de debates, painéis e atividades
educacionais em arte e diversão para todas as
idades. Todas as atividades foram abertas e
livres. |
Havia uma
abundância de atividades! Você pode encontrar
oficinas de reciclagem, mostra de móveis com
itens feitos de pneus reciclados, roupas feitas
de material reciclado, um espaço de lazer por
Lao Engenharia, os modelos dinâmicos, porte de
réplicas de tartarugas marinhas interposto pela
Fundação Tamar, a partir de fósseis de coral do
Projeto Coral Vivo, esqueletos de primatas do
Instituto Maracajá, oficinas de plantio de
várias espécies nativas da Mata Atlântica,
estufas, bem como está configurado de reservas
privadas e públicas de áreas protegidas, o
turismo sustentável e as organizações de
educação ambiental. No total, 25 mil mudas de
espécies nativas da Mata Atlântica foram
entregues durante o evento.
Um dos destaques do ano, este evento foi o
debate sobre o Código Florestal Brasileiro
(Código Florestal Brasileiro), porque as
associações do agronegócio estão pressionando os
legisladores para alterar as leis que favorecem
a preservação das florestas brasileiras e da
sociedade civil está a mobilizar-se para impedir
que isso aconteça . As discussões procuraram
traçar estratégias de mobilização junto com os
Exterminadores do Futuro da organização, que
trabalha para proteger a nossa legislação
ambiental.
O evento também viu o lançamento de publicações
relacionadas com a conservação da Mata
Atlântica, incluindo:
• "Uma Verdadeira História de pescador" ("True
Story Pescador A"), publicado pela Associação
Ambiental Voz da Natureza, em parceria com
Programa Costa Atlântica.
• O mapa "Áreas uma chave n Biodiversidade
Marinha" ("Áreas-chave para a biodiversidade
marinha"), pela Aliança para a Conservação
Marinha (uma parceria entre as ONGsConservação
Internacional e SOS Mata Atlântica).
• A ONG Conservação Internacional, Fundação SOS
Mata Atlântica e The Nature Conservancy circulou
uma nova brochura da "RPPN Mata Atlântica
coleção", sobre o papel das reservas privadas na
protecção da biodiversidade.
• O projeto "Plantando Cidadania", da SOS Mata
Atlântica corpo de voluntários, que promove
atividades de educação ambiental nas escolas de
São Paulo, produziu um guia de partilha de suas
ações e métodos.
• Clickarvoreque emprega utilizadores da
Internet na recuperação de áreas da Mata
Atlântica, lançado um livro contando a história
do projeto, e como ele já distribuiu mais de 22
milhões de mudas, ajudando a restaurar cerca de
13.000 hectares de floresta.
Em 22 de maio, comemoramos o Dia Internacional
da Biodiversidade, e assim houve várias
apresentações regulares sobre a importância da
biodiversidade, abordando temas como "Primatas
da Mata Atlântica", "Peixes da Costa Brasileira"
e "Biodiversidade Marinha e Turismo Sustentável
".
O Viva a Mata também serviu como um ponto de
encontro para a propagação da WiserEarth em
Português. Durante o evento, que distribuiu 500
folhetos informativos e fez contato com diversas
organizações que atuam na Mata Atlântica. Há
certamente virá benefícios incalculáveis de
adicionar esses grupos globais de rede
WiserEarth.
Fonte: Viva Mata
Atlântica
|
|
|
Renault do Brasil chegará a 40 mil toneladas de material
reciclado em 2011. |
| |
|
Reciclar e
reaproveitar são os verbos mais conjugados pela
Renault do Brasil em sua estratégia de
preservação do meio ambiente. O compromisso em
prol do verde se reflete nos números. Em 2011, a
empresa dever chegar à marca de 40 mil toneladas
de material reciclado, o que corresponde a 97%
do total de resíduos gerados pelas três fábricas
(Veículos de Passeio, Veículos Utilitários e
Motores) que integram o Complexo Ayrton Se nna.
Em 2009, foram 31 mil toneladas, com índice de
reciclagem de 95%.
Nada se perde, tudo se transforma em material
novamente útil para a sociedade, ao mesmo tempo
em que poupa recursos da natureza: plástico,
madeira, papelão e tecidos, além de outros itens
como blocos de motor e peças das mais variadas
aplicações são reaproveitados de alguma forma. |
 |
Reciclar e reaproveitar são os verbos mais conjugados
pela Renault do Brasil em sua estratégia de preservação
do meio ambiente. O compromisso em prol do verde se
reflete nos números. Em 2011, a empresa dever chegar à
marca de 40 mil toneladas de material reciclado, o que
corresponde a 97% do total de resíduos gerados pelas
três fábricas (Veículos de Passeio, Veículos Utilitários
e Motores) que integram o Complexo Ayrton Se nna. Em
2009, foram 31 mil toneladas, com índice de reciclagem
de 95%.
Nada se perde, tudo se transforma em material novamente
útil para a sociedade, ao mesmo tempo em que poupa
recursos da natureza: plástico, madeira, papelão e
tecidos, além de outros itens como blocos de motor e
peças das mais variadas aplicações são reaproveitados de
alguma forma.
“A cada ano estamos obtendo índices maiores de
aproveitamento de resíduos, à medida que a produção
industrial aumenta, o que mostra que estamos no caminho
certo”, constata Valdeni Lopes, Supervisor de Controle
Ambiental da Renault do Brasil. Para se ter uma idéia, o
volume reciclado pela Renault hoje é equivalente ao lixo
produzido por uma cidade de quase 100 mil habitantes,
levando-se em conta que a média de lixo produzida por um
brasileiro morador da região Sudeste é de um quilo por
dia, segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB).
Números positivos como esse já renderam o reconhecimento
internacional. Tanto que, desde 2003, a empresa
conquistou a certificação ISO 14001 de gestão ambiental
em toda sua unidade fabril. Trata-se uma norma
internacional que atesta os sistemas de gestão de
companhias ambientalmente corretas.
Novo projeto em setembro – Em setembro, entrará em
operação um projeto desenvolvido e patenteado pela
equipe de Meio Ambiente da Renault do Brasil. Este
projeto tem como realiza a evaporação de resíduos
líquidos utilizando a energia gerada pelo incinerador de
gases do processo da Pintura. Isso permitirá separar
totalmente a água do solvente, diminuindo a quantidade
de resíduos perigosos e reduzindo o valor de tratamento
do resíduo.
“Todos os solventes de base, ou seja, solvente com água,
serão enviados para um destilador, com tanque dotado de
serpentina operando em altas temperaturas. Como o
solvente evapora com temperatura inferior, o vapor será
captado e condensado para um novo reservatório; e a água
daí resultante pode ser enviada para tratamento na
estação de efluente. “Com a tecnologia, evitaremos o
coprocessamento de aproximadamente 40 toneladas de
resíduos perigosos, gerando uma economia de R$ 513 mil
por ano”, explica Valdeni.
Água merece atenção especial – Recurso cada vez mais
valorizado, a água sempre mereceu atenção especial e é
objeto de um processo de reaproveitamento exclusivamente
projetado para o Complexo Ayrton Senna, desde que este
entrou em operação.
As águas pluviais, armazenadas em uma das nove bacias de
contenção que circundam o Complexo, são tratadas e
usadas, por exemplo, na lavagem de veículos. Até o final
de 2011, cerca de 50% da água potável usada pela empresa
no processo industrial seja substituída por água de
chuva acumulada nas bacias de contenção.
Na Fábrica de Motores, a água usada na lavagem de peças,
do piso e das ruas da fábrica de motores passa por um
sistema evaporador que faz sua purificação, para
posterior reciclagem no processo e na limpeza.
Além disso, nas três fábricas que integram o Complexo
Ayrton Senna, todos os resíduos sólidos são separados em
contêineres para posterior recuperação e utilização.
FONTE:
Assessoria de Imprensa Renault do Brasil |
|
Nove mil toneladas de lixo nas ruas do Rio |
| |
|
Garis são
obrigados pela Justiça a voltar ao trabalho,
após a greve de ontem, que teve adesão de 80% da
categoria
Rio - Durou menos de um dia a greve dos garis no
Rio de Janeiro. Tempo suficiente para que as
ruas da cidade fossem tomadas por muito lixo. A
adesão ao movimento chegou a 80%, graças a
piquetes realizados nas portas das gerências da
Comlurb. As regiões mais afetadas foram Centro,
Zona Sul e Tijuca. Ao todo, quase nove mil
toneladas de resíduos deixaram de ser recolhidos
em todo o município.

Largo do Machado (alto) e Rua São Januário
(acima), em São Cristóvão: sujeira da Zona Sul à
Zona Norte | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O
Dia
Um dos locais onde a quantidade de sujeira nas
ruas mais incomodou foi em São Cristóvão, na
Zona Norte. Por volta das 11h, quem passava no
pavilhão do bairro não conseguia ignorar o forte
odor. O problema também deixou atônitos os
moradores dos arredores do Largo do Machado. Lá,
uma festa junina, na noite de domingo, deixou a
região mais imunda do que de costume.
“Isso é uma vergonha. Se os garis estão em
greve, então a prefeitura que trate de arrumar
outra solução para limpar toda a sujeira. O que
não pode é o cidadão que paga seus impostos
caminhar em meio ao lixo”, esbravejou o
aposentado José Paz, 81 anos.
A quantidade de sujeira só começou a diminuir a
partir das 13h, depois de determinação do
Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Liminar
judicial obrigou que 60% dos garis voltassem ao
serviço, sob pena de multa diária de R$ 50 mil
para o Sindicato dos Empregados de Empresas de
Asseio e Conservação do Rio.
Ainda assim, só à noite, depois de uma audiência
na Justiça, a greve foi suspensa. Mas nenhum
acordo foi fechado. Enquanto a Comlurb oferece
salário-base de R$ 534, a categoria quer R$ 581.
Nova audiência foi marcada para dia 29. Até lá,
os garis se comprometeram a não cruzar os
braços. “Enquanto isso, vamos tentar negociar
com a prefeitura”, afirmou o presidente do
sindicato, Luciano David de Araújo.
O secretário de Conservação, Carlos Osório,
afirmou que a proposta da prefeitura é até
melhor que o reajuste de outras categorias.
Mau cheiro em Copacabana e Lagoa Rodrigo de
Freitas
O bairro mais famoso do Brasil foi tomado pela
imundície. Os moradores e turistas que
caminhavam pelas ruas de Copacabana, na Zona
Sul, tiveram bastante trabalho para desviar das
sacolas de lixo abandonadas nas calçadas.
Os responsáveis pela manutenção dos prédios na
Rua Professor Gastão Bahiana posicionaram o lixo
para a coleta, normalmente realizada às 8h. No
entanto, com os garis em greve, o mau cheiro
começou a tomar conta do local. Algumas calçadas
ficaram totalmente obstruídas pelos detritos.
“Não sabia que a Comlurb estava em greve. Terei
que trazer todo o lixo de volta para dentro do
prédio. Só não sei se teremos reservatórios para
mais resíduos, caso a greve se mantenha”,
preocupou-se o funcionário do prédio nº 496,
Fábio Moreira.
O problema também chegou a outra área nobre da
cidade: na Lagoa Rodrigo de Freitas, cuja orla
tinha diversos caminhões compactadores
estacionados. Apesar de não estarem em greve, já
que são funcionários terceirizados, os
motoristas dos veículos estavam com os braços
cruzados. “Recebemos a ordem de deixar as
garagens. Não estamos em greve, mas, sem gari,
não há circulação”, explicou Márcio Oliveira, 31
anos.
Fonte: O Dia |
|
Temperatura do planeta deve aumentar dois graus
em apenas 20 anos |
| |
 |
A ação do
homem deve provocar o aumento da
temperatura mundial antes do previsto
por especialistas. É o que afirma a
Presidente do Comitê Científico do
Painel Brasileiro de Mudanças
Climáticas, Suzana Kahn. Segundo a
especialista, se a emissão de dióxido de
carbono (CO2) continuar na progressão
atual, o planeta vai ficar 2ºC mais
quente em apenas 20 anos.
"2ºC é o limite para termos alterações
climáticas ainda suportáveis ou
adaptáveis, baseadas nos recursos atuais
de tecnologia", alertou Suzana. A
questão foi apresentada na primeira mesa
do Fórum Ambiental do XII Festival
Internacional de Cinema e Vídeo
Ambiental(Fica), que aconteceu de 10 a
13 de junho de 2010. Mudanças Climáticas
e Biodiversidade foi o tema do fórum. |
A emissão anual de
CO2 é de 40 milhões de toneladas ou 40
gigatoneladas (Gt). A tendência, segundo a
especialista, é que o índice aumente para 70 Gt
até 2100. A taxa significa um aumento de 7ºC na
temperatura global. "Para evitar o aquecimento
elevado, a emissão atual teria de ser reduzida
pela metade. Nesse caso, a projeção é de que a
temperatura aumente 2ºC daqui a 90 anos, o que é
uma meta razoável e garante a segurança da vida
na Terra", explica a pesquisadora.
O professor José Alexandre Filizola, do
Departamento de Ecologia da Universidade Federal
de Goiás (UFG), destaca o papel dos cientistas
na luta contra o aquecimento global. "O que nós
fazemos é tentar compreender a complexidade das
previsões para trabalhar melhor com elas",
explica. Para o professor, a realidade das
mudanças climáticas é conhecida apenas em termos
de tendências. "Os resultados finais não são
conhecidos nos detalhes, por isso precisamos
construir modelos cada vez mais próximos da
realidade para se precaver de quadros
desastrosos".
Já o moderador do Fórum Ambiental, Marcel
Bursztyn, do Centro de Desenvolvimento
Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília
(UnB), ressaltou a importância de considerar as
mudanças climáticas naturais como parte do
aquecimento global. "O clima muda ao longo de
eras. Isso é normal. O que não é normal é o
curto espaço de tempo em que está mudando",
pontua. Para o professor, é importante a
consciência individual sobre ações rotineiras
que não são pensadas de forma sustentável. "O
impacto geral é uma soma dos impactos
individuais", afirma.
POLÍTICAS PÚBLICAS
Marcel destaca a oportunidade que o Fica oferece
de aproximar temas complexos,
normalmente discutidos entre cientistas, do
grande público. "Os participantes do Fica estão
atentos à questão ambiental, mas não
necessariamente conhecem os caminhos para ter
atitudes que possam contribuir com o tema",
explica. "Ainda é difícil convencer as pessoas
de que entrar no debate científico pode ser uma
atividade produtiva", completa.
O especialista afirma que as políticas de
conscientização da população sobre o meio
ambiente devem partir do poder público, amparado
pelo respaldo técnico da produção acadêmica. No
entanto, Marcel acredita que ainda não existe
uma comunicação efetiva entre as partes. "Há um
abismo entre as políticas, os instrumentos e as
práticas", aponta o professor.
A professora Mariana Telles, da Universidade
Federal de Goiás (UFG), também não vê a
preocupação de políticos em se inteirar sobre o
tema. "O conhecimento já existe e precisa virar
políticas públicas", declara. "Para que os
governantes tenham segurança na tomada de
decisões, precisamos colocar a ciência ao
alcance de todos" completa ela, que elogiou o
debate no primeiro dia do Fórum.
FONTE: Agência UNB |
|
Produção de Resíduos Urbanos Biodegradáveis é
alvo de estudo em Cascais |
| |
|
Com
vista à implementação de um novo projeto
de separação dos resíduos de restos
alimentares está a ser levado a cabo um
inquérito junto dos estabelecimentos que
comercializam alimentos sobre a produção
de resíduos destes produtos.
Segundo a EMAC – Empresa de Ambiente de
Cascais os resíduos orgânicos
biodegradáveis (RUB), vulgarmente
denominados “Restos de Comida”,
constituem cerca de 40-60% dos resíduos
gerados no conselho de Cascais
diariamente. |
 |
Atualmente,
encontra-se a decorrer um projeto-piloto no
município para a recolha destes resíduos, cuja
valorização ambiental, para além de reduzir a
quantidade de resíduos enviados para aterro
permite ainda a produção de energia elétrica e
de compostos para fertilizar solos.
São cerca de 100 as entidades aderentes à
iniciativa que durante o ano de 2009 recolheu
cerca de 1300 toneladas de RUB.
Com vista à implementação de um novo projeto de
valorização dos RUB, que contará com a
colaboração das Câmaras Municipais de Cascais,
Mafra, Oeiras e Sintra, está a ser levado a cabo
em Cascais um inquérito junto dos
estabelecimentos que comercializam alimentos
para avaliar a produção de resíduos deste tipo
de produtos.
Fonte: EMAC – Empresa de Ambiente de Cascais –
CI |
Desastre ambiental nos EUA deve aumentar custos do óleo,
dizem analistas
|
|
As dificuldades do grupo petroleiro britânico BP em
deter a maré negra no Golfo do México suscitam novas
interrogações sobre as perfurações em águas profundas,
com efeitos possíveis para projetos de exploração,
inclusive o do pré-sal no Brasil, e um aumento certo nos
custos de extração e, portanto, dos preços do barril.
“O que está acontecendo é algo que
afetará a indústria mundial de gás e petróleo e terá,
necessariamente um amplo impacto, não só nos Estados
Unidos, mas em todo o mundo”, disse nesta sexta-feira
Tony Hayward, executivo-chefe do grupo BP, que originou
a pior maré negra da história dos Estados Unidos.
Na véspera, ele admitiu ao Financial
Times que a BP não tinha “os instrumentos necessários em
(sua) caixa de ferramentas”.
“Os acontecimentos do golfo do México
demonstraram que perfurar a uma milha (1.600 metros) de
profundidade, mais 2 milhas na rocha submarina é um
pouco como enviar um homem à Lua. A tecnologia para
encontrar petróleo a estas profundidades existe (…), mas
a tecnologia para administrar um desastre a esta
distância, não”, disse David Hufton, analista da PVM.
A primeira consequência para a indústria
foi a moratória de seis meses decretada pelos Estados
Unidos sobre novas perfurações, que adiou vários
projetos petroleiros na costa do Alasca.
Seu impacto deveria ser pouco importante.
Segundo um estudo de Wood Machenzie, reduziria em 80 mil
barris diários a produção mundial em 2011, isto é, menos
de 1% do total.
Mas as consequências da catástrofe para o
abastecimento devem ir muito além das restrições.
“A incerteza sobre o futuro das
perfurações petroleiras em águas profundas é agora
considerável nos Estados Unidos e em outros lugares”,
disse Helen Henton, analista do banco Standard Chartered.
Para o mercado americano, estas dúvidas
não são insignificantes. O golfo do México representa
19% das reservas de petróleo americanas, 80% das quais
em águas profundas, e 29% da produção nacional, afirmou.
Segundo a Agência Nacional de Energia,
esta região é essencial para assegurar a oferta futura
do planeta: deveria fornecer meio milhão de barris
diários acima de sua produção atual entre 2008 e 2014.
A catástrofe poderia ter também efeitos
na exploração de uma jazida ainda mais promissora: as
reservas em águas profundas do Brasil, estimadas em 50
bilhões de barris de petróleo presas sob uma espessa
camada de sal a 7.000 metros de profundidade.
“A última consequência (da maré negra)
será frear o desenvolvimento dos projetos em águas
profundas, aumentar os custos de produção, o que fará
subir os preços do petróleo a longo prazo”, concluiu
Henton, do Standard Chartered.
“É surpreendente que os preços do barril
não tenham reagido com mais força”, emendou Hufton.
A maré negra demonstrou a dificuldade das
companhias privadas para ter acesso a novas reservas:
distantes das grandes jazidas ‘fáceis’ do Oriente Médio,
com exceção do Iraque, devem procurar petróleo em
condições cada vez mais perigosas.
“O mundo precisa do aporte do petróleo de
águas profundas, e os Estados Unidos podem se beneficiar
amplamente destes recursos do golfo do México”, disse
Hayward, da BP.
Também dá argumentos aos defensores do
‘pico petroleiro’, aqueles especialistas convencidos de
que a era dos hidrocarbonetos está prestes a terminar.
“A indústria perfura a profundidades tão
extremas só porque tem poucas alternativas (…); é um
sinal claro da iminência do pico petroleiro”, escreveu
no jornal The Independent David Strahan, autor de “The
last oil shock” (A última crise do petróleo, em tradução
livre).
Fonte:
Revista Ecorturismo
|
Marina critica suposta central de
dossiês de Dilma
Sociedade tem que ter tolerância zero
com qualquer coisa que viole direitos', afirmou a
pré-candidata do PV
|
 |
A pré-candidata à Presidência da
República do Partido Verde, Marina Silva, manifestou
neste sábado, 5, sua preocupação e condenou a
possibilidade de haver uma articulação para montar
uma central de dossiês a serviço da campanha de
Dilma Rousseff à Presidência da República, conforme
reportagem do Estado. "A sociedade tem que ter
tolerância zero com qualquer coisa que viole
direitos", disse. |
|
"Ninguém pode violar direitos
institucionais de ninguém para conseguir informação.
Só quem pode fazer isso são as instituições públicas
quando devidamente autorizadas", disse em entrevista
coletiva, logo após visitar o Centro de Prevenção do
Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Ceptec/Inpe), em Cachoeira
Paulista.
Para a ex-ministra "os fins não
justificam os meios, porque os meios podem
comprometer os fins". E completou: "Estou dizendo
isso como um valor, como um princípio que deve ser
seguido. Que as denúncias sejam investigadas e que
sirvam de alerta porque não se pode violar os
direitos constitucionais", disse.
Meio Ambiente
Marina Silva classificou sua ida ao
Ceptec como "simbólica" e como uma "visita técnica",
que serviu para conhecer o trabalho de excelência
que se desenvolve no órgão, em relação à prevenção
de desastres naturais, no dia mundial do Meio
Ambiente. A presidenciável falou de seus planos para
essa questão e prometeu criar uma "agência do
clima", mesmos moldes, por exemplo, da Agência
Nacional de Águas", com independência e autonomia.
Destacou também a gravidade dos
números, que ela considera preocupantes. "Pulamos de
2,5 milhões de pessoas afetadas em 2007 para 5,5
milhões em 2009 e os municípios nessas condições
pularam de 525 para 1.408, em 2009", detalhou.
Segundo ela, cinco pontos fazem parte
de suas propostas: a criação de um sistema nacional
de alerta; a reestruturação e fortalecimento da
Defesa Civil; a criação da Agência Nacional do
Clima; a produção de estimativas anuais de emissão
de CO2 e a articulação política para a
regulamentação da Lei de Mudanças Climáticas, que
está parada.
No Ceptec Marina conheceu o centro de
supercomputação, onde se processam os dados de
previsão do tempo e do clima. O pesquisador Carlos
Nobre explicou a Marina que em cinco anos será
possível mapear 500 pontos críticos do país, nas
capitais e nas serras do Mar e da Mantiqueira.
Monitorados por um aparato
tecnológico - incluindo um supercomputador a ser
instalado até o final do ano, que garantirá mais
precisão dos dados - e com a articulação da Defesa
Civil e de outros órgãos, o sistema vai evitar novas
tragédias como as ocorridas no início desse ano.
Fonte: O Estadão
|
Estado muda política ambiental e vive uma
revolução ecológica
|
 |
Rio - Os fluminenses podem comemorar a Semana Mundial do
Meio Ambiente, que começa neste sábado, sem um pé atrás.
Cada vez mais aumenta a certeza de ver a Natureza de seu
estado, uma das mais belas do Brasil, recuperar, nos
próximos anos, se não a exuberância dos dias do
Descobrimento, ao menos uma qualidade de vida bem melhor
que a atual. O Estado do Rio de Janeiro vive uma
revolução ecológica.
A área desmatada está sendo, aos poucos, reposta; as
unidades de conservação estão sendo ampliadas,
modernizadas e mais bem guardadas; a Baía de Guanabara,
os rios e as lagoas estão se livrando do esgoto; os
lixões,que
infestam o ar e contaminam o lençol freático, estão
sendo
substituídos
por aterros sanitários; as encostas dos morros
reflorestadas e fortalecidas contra deslizamentos.
Enfim, o meio ambiente fluminense está sendo tratado
hoje em dia com muito cuidado e o carinho que merece. |
|
Segundo a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, as
ações públicas agora são comandadas por gente do meio,
que, ao passar da crítica à ação, quer mostrar serviço.
Segundo, porque o setor sofreu uma reformulação de
estruturas, métodos e de pessoal profunda e ampla. Por
fim, o governador Sérgio Cabral determinou o emprego dos
recursos destinados ao meio ambiente apenas e
exclusivamente no setor.
"É uma atitude de total respeito ao meio ambiente",
sintetizou a secretária.
Marilene é uma pessoa do meio. Amiga e eterna
companheira do ex-ministro do Meio Ambiente e
ex-secretário estadual do setor, Carlos Minc, e, há anos
militante da causa, o substituiu na pasta há pouco mais
de um ano e deu continuidade à reestruturação do setor.
Com elegância e eficácia, toca antigos e novos projetos
ambientais, à frente de uma equipe igualmente
identificada com as demandas ecológicas.
Outro pilar da nova postura do governo com a causa foi o
de juntar em um só órgão, o Instituto Estadual do
Ambiente (Inea), as três áreas mais importantes do setor
– Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feema), Instituto
Estadual de Florestas (IEF) e Superintendência Estadual
de Rios e Lagoas (Serla). Medida que proporcionou
agilidade eeficiência às
ações e projetos. Pela primeira vez em muitos anos a
Secretaria do Ambiente também realizou concurso público
para renovar o quadro de servidores, contratando 240
novos técnicos.
"Devemos realizar em breve um outro concurso para
reforçar nosso time", acenou a secretária.
Novas gestão e mão de obra e mais recursos. O reforço de
caixa do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam),
que se abastece com os royalties do petróleo, numa média
de R$ 250 milhões por ano, foi outra jogada vital. O
Fecam vem financiandoprojetos
fundamentais, alguns com ajuda federal, como a
despoluição do sistema lagunar da Barra da Tijuca,
Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, da Baía de
Guanabara e dos rios e lagoas do estado.
"Toda nossa ação precisa de recursos e de pessoal",
argumentou a secretária.
E da interação com os demais setores do Estado. Segundo
a secretária, uma das mudanças na pasta foi acabar com
seu isolamento. Segundo ela, hoje, a política ambiental
do Estado depende da interdisciplinaridade.
"Os demais secretários são nossos parceiros no
desenvolvimento de programas ambientais. A preocupação
ambiental está presente em cada investimento do governo.
Veja as Unidades de Polícia Pacificadora. Nelas, temos a
UPP verde, que consiste na melhoria ambiental das
comunidades carentes, como a coleta seletiva e a
destinação correta do lixo, o reforço em encostas, a
remoção de moradorss em áreas de risco, a limitação da
expansão das favelas para áreas de florestas, o
reflorestamento, a criação de parques públicos etc",
exemplificou Marilene.
O plano da Secretaria do Ambiente, segundo Marilene, é
eliminar dois dos maiores flagelos ambientais
fluminenses: a destinação errada do lixo e a falta do
tratamento de esgoto.
"Temos o Pacto pelo Saneamento que prevê, em dez anos, a
coleta e o tratamento de 80% do esgoto e o fim de todos
os lixões no estado, com a substituição por aterros
sanitários consorciados. Dois já estão funcionando e
serão construídos mais oito no interior", informa.
Quanto à cobertura verde, Marilene cita o propósito de
duplicar a área de Mata Atlântica. O governo começou com
120 mil hectares de unidades de conservação e pretende
chegar ao fim deste ano com 220 mil hectares.
"Não adianta apenas criar ou ampliar as unidades no
papel. Precisamos e estamos fazendo com que elas existam
de fato. Por isso, criamos os guarda-parques que são
verdadeiros agentes ambientais, encarregados de
fiscalizar essas áreas contra predadores e, ao mesmo
tempo, servem de guias e orientadores para o bom uso
público desses lugares. As pessoas aprendem a ver os
ecossistemas como um bem de toda a sociedade", enfatizou
Marilene.
A Secretaria do Ambiente conta ainda com a parceria
federal em projetos de grande importância para o meio
ambiente do estado: a dragagem dos rios da Baixada
Fluminense, com a remoção de moradores ribeirinhos
para áreas construídas pela Secretaria da
Habitação e
a urbanização dessas margens desocupadas, e a dragagem
do Canal do Fundão.
"Com ajuda do governo federal, estamos ainda limpando os
canais da Baixada Campista, um investimento de quase R$
100 milhões. Com nossos próprios recursos, estamos
reflorestando as bacias dos rios Guandu, Macacu e
Piabanha, nossos principais mananciais de abastecimento
de água, e desenvolvendo programas de fomento e apoio a
cooperativas de reciclagem de lixo, entre outros
projetos e serviços. Enfim, poderia ficar o dia todo
falando de várias outras ações nossas", finalizou, com o
entusiasmo de sempre, Marilene Ramos.
Entusiasmo que se reflete na programação traçada pela
Secretaria do Ambiente para comemorar o Dia Mundial do
Meio Ambiente. No dia 6, das 9h às 13h, no Aterro do
Flamengo, haverá exposição de projetos e atividades do
setor, além de estandes com informações sobre as
campanhas de combate ao tráfico de animais silvestres e
à dengue. No dia seguinte, começa o seminário Ambiente
de Portas Abertas, na sede da Secretaria, na Praça Mauá,
que vai das 9h às 18h, com a inauguração no fim do dia
do Cine-SEA no Inea com a exibição do vídeo Cidades e
Soluções, do jornalista André Trigueiro.
As comemorações prosseguem na terça-feira e vai até
sexta-feira, com a continuação do seminário, sempre a
partir das 9h, que inclui uma visitação à ETA Guandu, em
Seropédica, e a exibição de vídeos educativos no
Cine-SEA no Inea.
Fonte: O Dia
|
As perdas na construção civil
|
 |
A
margem de lucros cada vez mais baixa é um dos fatores
para o estudo das perdas na construção civil. Outro
ponto recente é a preocupação ambiental, relacionada com
desperdícios, ocupação e destinação de resíduos.
Toda e qualquer ineficiência num sistema
produtivo gera perdas, não só material de construção.
Assim, transporte, armazenagem e uso de materiais com
escolha de sistemas construtivos de forma inadequada
geram perdas significativas. A seleção e alocação de mão
de obra também pedem uma gestão de recursos humanos
sintonizada com o tempo estimado para cada etapa da
obra. |
|
As perdas de tempo com retrabalho são o
reflexo direto da boa ou má gestão de recursos humanos.
A escassez de mão de obra qualificada compromete o
cronograma e a produtividade, aumentando os retrabalhos
e as perdas na construção civil.
Uma boa política de saúde e segurança é
fundamental. Os riscos de acidentes são significativos
na construção civil. Por isso, um exame médico
pré-admissional bem detalhado evita transtorno para a
empresa, conforme orienta Vera Lucia Telles Correa,
médica do Trabalho. Exames complementares devem ser
solicitados de acordo com os riscos a que o trabalhador
está exposto.
Como computar o custo de um acidente de
trabalho em uma obra? Dependendo da gravidade dos danos
causados pelo acidente, pode o custo se limitar aos dias
perdidos durante o afastamento. Muitas vezes, porém, o
custo do acidente pode implicar em uma indenização por
morte ou por invalidez permanente. Por isso, treinar e
investir em equipamentos de proteção coletiva e
individual de forma permanente é fundamental. Isso cria
uma cultura prevencionista, muda o comportamento da
equipe de trabalho.
Perdas ainda podem ser definidas como
tudo aquilo que consome recursos mas não agrega valor. É
comum acontecer nas obras falhas nas especificações dos
materiais conforme a necessidade dos clientes. Assim,
podemos considerar como perdas todas as situações em que
encontramos desperdício de tempo e de dinheiro.
Cabe aos engenheiros responsáveis pela
execução das obras gerenciar os recursos humanos,
materiais e detectar onde estão os desperdícios/perdas.
Na maioria das vezes os profissionais ficam tão focados
no tempo de execução, cronograma físico e financeiro da
obra que nem conseguem visualizar estas falhas. O
balanço no final da obra é assustador, pois imprevistos
sempre acontecem, comprometendo a qualidade do produto
final. Com um orçamento apertado fica cada vez mais
difícil sobreviver no mercado sem um bom gerenciamento
de perdas.
Fonte: Sandra Poletto – 24/05/2010
|
|
DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO MPF/DF
Ação civil pública cobra suspensão
imediata da licença que autorizou desmatamentos na
comunidade de Mesquita, em Cidade Ocidental (GO)
O Ministério Público Federal no Distrito
Federal (MPF/DF) entrou na Justiça para impedir novos
desmatamentos na área ocupada pela comunidade quilombola
de Mesquita, no município de Cidade Ocidental, a 48 km
de Brasília. Em ação civil pública, o MPF requer a
suspensão imediata da licença de exploração florestal
concedida pela Secretaria do Meio Ambiente e dos
Recursos Hídricos de Goiás (Semar/GO) à empresa Taquari
Empreendimentos e a recuperação da área degradada.
Em agosto do ano passado, a empresa
recebeu autorização do órgão ambiental para desmatar
cerca de 84 hectares de vegetação de cerrado dentro da
Fazenda Mesquita. O objetivo seria a construção de um
empreendimento imobiliário no local. Para o Ministério
Público, porém, a licença é totalmente irregular, já que
desconsiderou a existência da comunidade quilombola e do
processo de demarcação de seu território, em curso no
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)
desde outubro de 2008.
A procuradora regional dos Direitos do
Cidadão no DF, Luciana Loureiro, afirma que o
licenciamento não poderia ter sido feito sem uma
consulta prévia à comunidade e aos órgãos envolvidos na
regularização fundiária da região, como o Incra e a
Fundação Cultural Palmares. Além disso, a extração de
madeira, da forma como autorizada, “põe em risco a
preservação do cerrado local e das condições necessárias
à integridade física e simbólica do território
quilombola de Mesquita”, argumenta a procuradora.
Ela lembra ainda que, mesmo após ser
oficialmente notificada pelo Incra acerca do processo de
demarcação da área quilombola, em fevereiro deste ano, a
Semar/GO não tomou qualquer providência para suspender
ou cancelar a licença de exploração florestal
irregularmente concedida. Portanto, “se faz
absolutamente necessária a intervenção do Judiciário
para impedir que, com a sua ação, a Taquari
Empreendimentos desfigure o meio ambiente que já é
reconhecido, pelo governo federal, como área necessária
à preservação física e cultural da comunidade
remanescente de quilombo de Mesquita”, sustenta Loureiro
na ação judicial.
Insegurança - O Ministério Público
Federal também pede providências à Justiça em relação
aos relatos de ameças e constrangimentos sofridos por
quilombolas e técnicos do Incra, por parte de
fazendeiros e proprietários de terras na área a ser
demarcada. Em caráter urgente, o MPF pede que a Justiça
proíba a empresa Taquari Empreendimentos de praticar
qualquer ato que degrade o meio ambiente local ou que
configure intimidação ou ameaça aos membros da
comunidade e aos técnicos do Incra, sob pena de multa
diária de R$ 5 mil.
A ação também requer, em decisão liminar,
que a Semar/GO seja proibida de emitir qualquer licença
para exploração do cerrado na área a ser incluída no
território quilombola de Mesquita, até julgamento final
do processo. No mérito do caso, pede ainda que a Taquari
seja condenada a reparar os danos já causados à área por
causa da exploração de madeira, conforme extensão a ser
constatada em perícia judicial.
A ação civil pública foi ajuizada em 4 de
maio e aguarda julgamento na Vara Única da Subseção
Judiciária Federal de Luziânia (GO).
Fonte:
AmarNatureza – 24/05/2010
|

(Foto: Tabajara Moreno /Inpa
/Divulgação) |
Pesquisadores
coletam mosquitos em área próxima ao gasoduto
Urucu-Coari-Manaus

(Foto:Inpa/Divulgação) |
|
Com mais
luz do sol, Anopheles darling tem ciclo de
reprodução acelerado
|
|
Em 2007, foram encontrados 1.000
mosquitos em local onde só havia 20.
Problema se agrava quando há mudança no ciclo
hidrológico da floresta.
Um verão amazônico fora de época, em 2007, foi
suficiente para cientistas verificarem que o
aquecimento global pode multiplicar o número de
casos de malária na Amazônia.
Naquele ano, o verão deveria começar só em junho
ou julho, como usual, mas ocorreu já em janeiro.
E o número de mosquitos transmissores da doença
saltou de cerca de 20 para mais de 1.000 em um
ponto específico da floresta.
A análise de incidência do Anopheles darlingi,
vetor para a malária, foi feita em um trecho do
corredor florestal que recebeu os 661
quilômetros de extensão do gasoduto
Urucu-Coari-Manaus, inaugurado no fim do ano
passado. De 2006 a 2009, enquanto a obra
avançava, cientistas do Instituto Nacional de
Pesquisas da Amazônia (Inpa) coletaram mosquitos
com o objetivo de monitorar a incidência da
doença entre os operários.
"Não registramos nenhum caso nas áreas de
trabalho. Mas a construção passou por regiões
com alta incidência de malária", diz o
pesquisador Wanderli Pedro Tadei, vice-diretor
do instituto.
"Quando houve o verão fora de época, em 2007, os
rios já estavam mais cheios do que o normal. A
alteração do ciclo hidrológico na Amazônia
altera a reprodução do mosquito da malária,
fazendo com que a população fique mais exposta à
doença."
Ao terminar os cálculos para o período em que o
clima estava incomum, os cientistas puderam
constatar que locais com 15 a 20 mosquitos da
malária, em média, registravam mais de 1.000 em
fevereiro e 1.600 em março de 2007. "Foi a
primeira vez em que pudemos medir isso. A
malária já mostrou sua cara caso as mudancas
climáticas interfiram no ciclo hidrológico da
Amazônia", diz Tadei.
A Amazônia possui uma rotina regular na variação
do nível de água de seus rios. Rios mais altos
significam o surgimento de criadouros para o
mosquito se reproduzir, já que a água invade
grandes áreas nas margens, formando igapós.
Com o sol fora de época cresce a reprodução de
algas nos rios por meio da fotossíntese, que
servem de alimento para as larvas do Anopheles.
Por isso, caso alguma alteração climática
influencie esse equilíbrio, a reprodução do
mosquito é acelerada.
O clima alterado também pode afetar outras
espécies, como no caso do mosquito da dengue e
do carapanã, como é chamado o mosquito comum na
Amazônia.
O impacto de uma mudança no clima ainda pode
influenciar a incidência de casos de doença de
Chagas, febre amarela e outros males
provenientes de vírus e vermes. Segundo Tadei,
conhecer melhor essa interação do clima com a
biodiversidade amazônica ajuda a prevenir
possível epidemias, principalmente entre
populações ribeirinhas, mais próximas dos focos
do mosquito da malária.
Mudanças climáticas
De acordo com Tadei, ainda não é possível falar
de mudanças climáticas na Amazônia de forma
geral. "Existem mudanças extremadas, alterações
de clima", diz ele. São exemplos pontuais que
permitem prever o que ocorreria com a floresta
se o problema se agravar no futuro.
O pesquisador lembra fenômenos climáticos na
Amazônia como a enchente de 2009, a maior que se
tem conhecimento até agora. Além da grande seca
de 2005 e da alteração no ciclo hidrológico, em
2007. "Isso pode pode ter a ver com o El Niño,
quando o Oceano Pacífico aquece", diz Tadei.
Fonte: Jeniffer Silva –
24/05/2010
|
|
Desmatamento na Amazônia cai 50% em relação ao
ano passado
Taxas caíram de 12,9 mil quilômetros quadrados
para 7,4 mil
O Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou
nessa quinta, dia 20, que houve queda de 50% no
desmatamento na Amazônia, em relação ao ano
passado, quando as taxas de 12,9 mil quilômetros
quadrados caíram para 7,4 mil.
Segundo o
órgão, sete municípios que entraram no
monitoramento no mesmo período registraram
redução significativa de aproximadamente 70%. Em
contrapartida, durante as fiscalizações foi
identificado aumento de retirada de árvores em
pequenas regiões, ou seja, fora das florestas.
De acordo com
o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio
Rezende, "os números são algo não imaginado há
dois anos. Isso demonstra que o trabalho de
monitoramento é importante não só para o Brasil,
mas para o mundo". Segundo o ministro, o
problema dos pequenos desmatamentos deve ser
fiscalizado e trabalhados em parceria entre os
governos estaduais e federais.
A ministra do
Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comemorou os
resultados obtidos, mas disse que é preciso
olhar para a frente e buscar políticas mais
eficazes para a região.
– É preciso
pensar na Amazônia, não só em lugar de
preservação ou de combate ao desmatamento. É
preciso enxergá-la num quadro de desenvolvimento
econômico-social – disse ela.
Apesar dos
avanços, a ministra reclamou que ainda existem
situações que não deveriam mais acontecer quando
se trata do desmatamento no país. Ela
exemplificou com os casos de retirada de árvores
em reservas ambientais e de assentamentos
agrários.
Todos os
números foram apresentados durante o 7º
Seminário Técnico Científico de Análise dos
Dados do Desmatamento da Amazônia que começou na
quinta, dia 20, em Brasília e segue até esta
sexta, dia 21, com debates relacionados não só à
preservação do bioma da Amazônia, mas também de
outros biomas como o do Cerrado e o da Caatinga.
Fonte: Agência
Brasil – 24/05/2010
|
Lixo que educa e vira alimento
Resíduos orgânicos que sujavam as ruas em duas
comunidades viram adubo que fortalece hortas e
conscientiza as crianças
Os ratos invadiram o bairro. Pelas ruas, nas
casas, nas escolas, os roedores andavam em busca
de restos de comida deixados pelos moradores.
Para resolver o problema da infestação, surgiu
uma ideia: recolher os resíduos orgânicos
jogados pelas ruas e transformá-los em adubo.
No início, há um ano e meio, cinco famílias
participavam do projeto para a compostagem do
lixo, nas comunidades Chico Mendes e Novo
Horizonte, no Bairro Monte Cristo, em
Florianópolis. Todo o trabalho era feito por
voluntários. Atualmente, são 95 famílias, duas
agentes comunitárias contratadas e dois
bolsistas.
O projeto, chamado Revolução dos Baldinhos, foi
idealizado e organizado pelo agrônomo Marcos
José de Abreu, que trabalha no Centro de Estudos
e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro).
De acordo com Marcos, hoje são coletadas 10
toneladas de lixo orgânico por mês produzido
pelas famílias que participam do projeto. Isso
representa menos de 3% do total de pessoas
residentes nas comunidades, cerca de 3 mil. O
projeto só não está sendo ampliado porque não
haveria espaço para depositar mais resíduos.
Para aumentar o atendimento, as comunidades
estão negociando apoio da prefeitura da Capital.
Eles reivindicam um terreno para fazer um novo
pátio de compostagem e que a prefeitura pague
aos participantes o valor que seria gasto para a
coleta, transporte e aterramento desses resíduos
recolhidos pela comunidade – cerca de R$ 320 de
acordo com a Companhia Melhoramentos da Capital
(Comcap).
Em Florianópolis, por mês, são produzidos em
média 12,3 mil toneladas de lixo comum, sendo
que 48% dos resíduos são orgânicos.
Além de recolher o lixo comum, a Comcap realiza
a coleta seletiva mensal de 700 toneladas de
materiais recicláveis e é responsável por um
projeto piloto de compostagem, feito no Bairro
Itacorubi, na Capital, em parceria com a UFSC. O
projeto piloto recebe, ainda, materiais de
grandes produtores como o Sacolão, localizado em
frente ao CentroSul. No total, são recolhidas
cerca de 70 toneladas de lixo orgânico por mês.
A engenheira sanitarista da Comcap, Flávia
Guimarães Orofino, destaca que é importante que
as pessoas se conscientizem e comecem a fazer a
separação do lixo na sua origem. Embora a Comcap
não receba pequenas quantidades de resíduos no
projeto piloto, ela sugere às famílias
interessadas que levem seu lixo orgânico ao
Parque do Córrego Grande, onde o projeto Família
Casca realiza um trabalho de compostagem em
pequena escala.
Fonte: Diário Catarinense –
24/05/2010 MAYARA RINALDI
|
Meio
mundo pode ficar inóspito com aquecimento
Um
aumento de 12ºC poderia deixar metade da população
mundial em um ambiente inabitável

O aquecimento global pode
deixar até metade do planeta sem condições de ser
habitado nos próximos três séculos, segundo estudo
elaborado pelas universidades de New South Wales, na
Austrália, e de Purdue, nos Estados Unidos. Para essa
conclusão foram considerados os piores cenários de
modelos climáticos. As informações são da BBC
Brasil.
O estudo, publicado na última edição da
revista especializada Proceedings of the National
Academy of Sciences, informa, no entanto, que é
improvável que isso ocorra ainda neste século. Mas é
possível que no século 22 várias regiões estejam sob
calor intolerável para humanos e outros mamíferos.
“Descobrimos que um aquecimento médio de
7 graus Celsius (°C) faria com que algumas regiões
ultrapassassem o limite do termômetro úmido [equivalente
à sensação do vento sobre a pele molhada], e um
aquecimento médio de 12ºC deixaria metade da população
mundial em um ambiente inabitável”, disse o pesquisador
Peter Huber, da Universidade de Purdue.
Segundo os cientistas, ao calcular os
riscos das emissões de gases atuais, é necessário
considerar os piores cenários, como os previstos no
estudo. Ao mencionar um aquecimento médio de 12ºC, Huber
disse que isso significaria até 35ºC no chamado
termômetro úmido nas regiões mais quentes do planeta.
Atualmente, segundo o estudo, as
temperaturas mais altas nessa medida nunca ultrapassam
30ºC. A partir de 35ºC no termômetro úmido, o corpo
humano só suportaria algumas horas antes de entrar em
hipertermia (sobreaquecimento).
Huber comparou a escolha a um jogo de
roleta-russa, em que “às vezes o risco é alto demais,
mesmo se existe apenas uma pequena chance de perder”. O
estudo também ressalta que o calor já é uma das
principais causas de morte por fenômenos naturais e que
muitos acreditam, erroneamente, que a humanidade pode
simplesmente se adaptar a temperaturas mais altas.
“Mas, quando se mede em termos de picos
de estresse incluindo umidade, isso se torna falso”,
afirmou o professor Steven Sherwood, da Universidade de
New South Wales.
Calcula-se que um aumento de apenas 4ºC
medido por um termômetro úmido já levaria metade da
população mundial a enfrentar um calor equivalente a
máximas registradas em poucos locais atualmente.
Fonte:
BBC Brasil
|
Energia Solar adquirida através da espuma
de rã
|
|
Na Universidade de
Cincinnati, EUA, pesquisadores plagiaram uma pequena
espécie de anfíbio, chamada rã Physalaemus
pustulosus. Esta é uma rã tropical
existente nas
Américas Central e Sul que produz espumas para
seus girinos (filhotes) que exibiram uma resistência
inexplicavelmente longa.
|
|
Sua produção de proteína,
a Ranaspumina-2, foi usada como suporte para uma espuma
artificial. Ao se colocar em contato com o sol, as
enzimas de plantas, bactérias e fungos
tudo acomodado no interior de um invólucro de espuma
se misturam, fabricando uma fotossíntese artificial. O
processo libera oxigênio e açúcares.
Exposta à luz do Sol e ao carbono da atmosfera, a espuma
gera açúcares. Estes, então, podem ser usados na
produção de uma enorme diversidade de produtos, como o
etanol e outros biocombustíveis, ou até mesmo, alimentos
e ainda remove o
excesso de dióxido de carbono do ar.
|
 |
|
Imagem: Megan Gundrum |
|
Através desta recente
tecnologia, produz de forma econômica a utilização da
fisiologia dos sistemas vivos, transformando numa
original geração de materiais funcionais que aderem
essencialmente aos processos de vida em seu alicerce. |
|
A próxima jornada de estudos
e pesquisas será para entender demais moléculas de
carbono, de forma que se possa desenvolver uma mudança
no coquetel de enzimas na espuma, mas isso envolve
outras aplicações em grande escala.
|
|
Dia Nacional da
Caatinga |
|
Exclusivamente
brasileira, a Caatinga ocupa uma área de 895
mil quilômetros quadrados e é um dos biomas
mais ameaçados do globo pela exploração
predatória. As principais causas da
degradação ambiental na região são a caça,
as queimadas e o desmatamento para retirada
de lenha. Rico em espécies exclusivas e
podendo ser considerado um dos conjuntos de
formações vegetais mais especializadas do
território brasileiro, o bioma Caatinga
engloba de forma contínua parte dos esta dos
do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do
Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas,
Sergipe, Bahia e Minas Gerais. |
 |
|
|
É considerada
a mais densamente povoada entre as regiões
semi-áridas, com uma população de
aproximadamente 20 milhões de habitantes e
uma densidade demográfica de 22 hab/km². |
 |
|
|
 |
Catinga (Tupi: caa
(mata) + tinga (branca) = mata branca) é o único
bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que
grande parte do seu patrimônio biológico não pode
ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Não
o encontramos em nenhum outro lugar, pois é
tipicamente brasileiro.
Instituído através de
decreto presidencial, de 20 de agosto de 2003, o 28
de abril foi escolhido em homenagem ao primeiro
ecólogo do Nordeste brasileiro |
|
e pioneiro em estudos
da caatinga, o professor João Vasconcelos Sobrinho.
Durante muito tempo pensou-se que a caatinga fosse
um ecossistema pobre, por isso a escassez de estudos
sobre ela.. |
|
 |
São
espécies nativas da caatinga ''barriguda'' (Cavanillesia
arborea), amburana, aroeira, umbu, baraúna,
maniçoba, macambira, mandacaru e juazeiro. A fauna
nativa inclui o sapo-cururu, asa-branca, cotia,
preá, veado-catingu eiro, tatu-peba,
sagüi-do-nordeste e cachorro-do-mato.
No
entanto, o estudo m O GEF Caatinga conta, até 2007,
com US$ 4,1 milhões (cerca de R$ 12,5 milhões) do
Fundo Global para o Meio Ambiente para estimular o
desenvolvimento sustentável e pesquisas em 160
municípios de nove estados |
|
do Semi-Árido. As
ações do GEF Caatinga estão voltadas para o manejo
equilibrado e integrado dos recursos naturais, à
recuperação de áreas degradadas e ainda para a
criação de três corredores ecológicos e de uma
unidade de conservação. |
|
Infelizmente, os
pesquisadores constataram que esse é o terceiro
ecossistema brasileiro mais degradado, atrás apenas
da Mata Atlântica e do cerrado. 50% de sua área
foram alterados pela ação humana, sendo que 18% de
forma considerada grave por especialistas. A
desertificação, encontrada principalmente em áreas
onde antes se desenvolvia o plantio de algodão,
apresenta-se bastante avançada. |
|
Além do
desmatamento, um sério problema enfrentado
por esse domínio é a caça aos animais, única
fonte de proteínas dos sertanejos que
residem na área. A percentagem das áreas de
caatinga protegidas por reservas e parques é
ínfima: 0,002%, segundo o Ministério do Meio
Ambiente. É necessário que se m ude esse
patamar para que não percamos espécies que
ocorrem apenas na caatinga.
A área
protegida também resguarda a Grota do
Angico, de valor cultural, local onde
Lampião e parte do seu grupo foram mortos,
marcando o fim do Cangaço. Outra
característica da região da Caatinga é que
ela é marcada p ela presença de um povo
forte e resistente às adversidades do clima.
|
 |
|
|
|
Dia
Mundial da Terra: consciência e preservação ambiental |
|
Quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson, em 1970
convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição,
foi determinado que, no dia 22 de abril, se comemora o
Dia Mundial da Terra. Logo em 1972 houve a Conferência
de Estocolmo visando a sensibilização dos líderes
mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e
que, se instituíssem as políticas necessárias para
erradicá-los, as chances de reverter esse quadro
dramático seria muito positiva, logicamente se todos
levassem a prática com seriedade e competência.
Vale lembrar que sua composição é de 97%
de água, sendo que 50% da água doce do planeta se
encontra no subsolo.
O relevo da Terra recebe a ação de vários
agentes como vulcanismo, ventos, abalos sísmicos,
chuvas, marés e ação antrópica.
Na atmosfera existe, em sua composição,
muitos gases, uns poluentes e outros altamente
poluentes. Alguns do gases mais conhecidos são
nitrogênio, oxigênio, argônio, metano, entre outros.
Criada em 1992, no Rio de Janeiro, mais
precisamente na ECO-92, a Agenda 21 estabelece a
importância de cada país a se comprometer e cooperar com
soluções para os problemas sócio-ambientais. Cada país
estabelece a sua Agenda 21, e no Brasil essas discussões
são de responsabilidade da Comissão de Políticas de
Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional.
O mais importante das ações prioritárias
da Agenda 21, além da inclusão social, sustentabilidade
urbana e rural, preservação dos recursos naturais e
minerais e a ética política, é um planejamento de
sistemas de produção e consumo sustentáveis contra a
cultura do desperdício.
O Planeta possui um equilíbrio natural e
este, no decorrer dos anos, está se perdendo devido às
muitas e agressivas ações do homem. É de extrema
importância que se tenha consciência ambiental para que
a própria população humana não comece a entrar em
extinção, como já ocorre com nossa fauna e flora, não
esquecendo dos outros recursos naturais que temos, como
as nossas águas. Se o caminho que estamos percorrendo
continuar nesta velocidade insustentável, não
conseguiremos mais repor os recursos naturais tão
importantes para nossa vida. A cadeia não pode ser
desequilibrada.
Com isso, datas comemorativas como Dia
Mundial do Meio Ambiente (05/06), Dia Mundial da Água
(22/03) e entre outras estão ganhando maior valor. Isso
também é válido para o Dia Mundial da Terra, próximo dia
22 do mês corrente. Você sabe qual o peso disso?
É muito simples...basta assistir ou ler
um jornal que veremos muitos desastres ambientais
acontecendo num piscar de olhos...são frações de segundo
para uma floresta ficar destruída, frações de segundos
para se desperdiçar água e energia, o aquecimento global
num incansável crescimento agravando o derretimento das
geleiras; as mudanças climáticas estão sendo bruscas,
freqüentes, infinitas e assim por diante. O Planeta já
se encontra em alerta pelo desequilíbrio que nós, seres
humanos estamos causando todos os dias. Basta uma única
ação errada para desestruturar a cadeia.
O Dia da Terra deve ser comemorado todos
os dias, e é uma festa pertencente ao povo, referente à
tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e
seu manejo, à educação ambiental, com atividades que
promovam a saúde da Terra.
Já se deu conta de que a Terra é sua
casa? Por acaso gosta de ver seu lar sujo, com mal
cheiro, criação de bichos nocivos portadores de doenças
crônicas e fatais, seu alimento sendo destruído pela
contaminação, vivendo sem água e energia? Acredito que
não, pois se gosta de sua casa bem tratada, trate a
Terra, o Planeta com este carinho, com este amor,
olhando para ela como a sua moradia, pois é assim que
ela deve ser respeitada.
Os ecologistas e ambientalistas
aproveitam este dia para avaliar os problemas ambientais
existentes ao nosso redor: são as contaminações de água,
ar e solo, devastação dos ecossistemas, extermino de
nossos animais e plantas, esgotamento dos recursos
naturais renováveis e não-renováveis. Aproveitam este
dia também para realizar ações como reciclagem de
materiais, plantação de mudas, entre outros. Também
incluem soluções como preservação de petróleo e energia,
proibição no uso de produtos químicos, fim da destruição
de habitat fundamental como as florestas e proteção de
espécies ameaçadas.
Em 1970 quando iniciou este movimento, um
número bem expressivo para a época foi de 20 milhões de
pessoas que aderiram ao movimento. Nos anos 90, este
numero aumentou para 200 milhões e agora, nos anos 2000,
chegamos a alcançar um número muito mais expressivo, uma
media de 500 milhões de pessoas. Ainda é pouco perto do
numero de habitantes na Terra, sendo por volta de 6
milhões. Precisamos trabalhar mais para que a
consciência das pessoas grite em prol do Planeta.
|
|
|
|
 |